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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Uma canção que não é brinquedo

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   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

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"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

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"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

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Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos

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A RTP emitiu, no sábado (12/05), a final do "Festival Eurovisão da Canção" que foi seguida por uma média de 1 milhão e 548 mil espectadores.

 

   A transmissão do evento realizado, pela primeira vez em Portugal, rendeu ao canal público a melhor audiência desde 2008. Os 1 milhão e 548 mil espectadores traduzem-se em 16 % de rating e 36,4% de quota média de mercado. A emissão do certame liderou a noite de sábado do início ao fim. O minuto mais visto aconteceu já bem perto do final do espetáculo, altura em que o público estava próximo de saber se o vencedor seria Israel ou o Chipre. Às 23h39 a RTP1 era seguida por cerca de 1 milhão e 897 mil espectadores, o que corresponde a 19,6% de rating e 50,2% de share.

 

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   Para encontrar um resultado melhor que o deste ano, são precisos recuar 10 anos, altura em que Vânia Fernandes cantou "Senhora do Mar" e havia a esperança na melhor pontuação de sempre, o que acabou por não acontecer. Em 2008, 1 milhão e 716 mil portugueses viram a final de Belgrado.

 

   Já em 2017, ano em que Salvador Sobral venceu com a canção "Amar Pelos Dois", a final foi acompanhada por uma média de 1 milhão e 401 mil espectadores. Contudo, o momento mais visto já bem perto do final da emissão, registou uma média de 2 milhões e 372 mil espectadores.

 

   Subida generalizada de audiências na Europa

 

   Algumas televisões europeias já deram a conhecer as audiências da final de sábado.

 

   Espanha registou uma média de 7,2 milhões de telespectadores, mais 3,15 milhões de telespectadores do que em 2017.

 

   Itália registou o segundo melhor valor desde que regressou ao certame em 2011. Em média, 3, 430 milhões de espectadores acompanharam a transmissão.

 

   No Reino Unido, a emissão da BBC1 foi vista por uma média de 6,9 milhões de espectadores o que significa um aumento de público relativamente ao ano passado.

 

   Já em França, 5,15 milhões de pessoas acompanharam o Festival. Foi a maior audiência desde 2009.

 

   O Chipre, que ficou em segundo lugar com o tema "Fuego", chegou a registar 93,4% de share, o que significa que 9 em cada 10 pessoas que tinham a televisão ligada, assistiam ao "Festival Eurovisão da Canção".

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
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   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

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   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

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   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
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Já conhece a concorrência de "O Jardim"?

 

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   O Festival Eurovisão da Canção de 2018 está a pouco mais de um mês de ser realizar, pela primeira vez, em Portugal. A 1ª. semi-final está marcada para dia 8 de maio, a 2ª. acontece a 10 de maio e a grande final realiza-se a dia 12 do mesmo mês.

 

   Entretanto, já foram apresentadas as 43 canções que vão estar a concurso na 63ª. edição do certame. Cláudia Pascoal e Isaura representam Portugal com "O Jardim" e serão as oitavas candidatas a entrar em palco na grande final. Mas quem é a concorrência das portuguesas? Conheça ou oiça de novo as canções de 2018:

 

   1ª. semi-final.:

 

Azerbaijão

 

Islândia

 

Albânia

 

Bélgica

República Checa

Lituânia

 

Israel

 

Bielorrússia

 

Estónia

 

Bulgária

 

Macedónia

 

Croácia

 

Áustria

 

Grécia

 

Finlândia

 

Arménia

 

Suíça

 

Irlanda

 

Chipre

 

   2ª. semi-final.:

Noruega

 

Roménia

 

Sérvia

 

São Marino

 

 

Dinamarca

 

Rússia

 

Moldávia

 

Holanda

 

Austrália

 

Geórgia

 

Polónia

 

Malta

 

Hungria

 

Letónia

 

Suécia

 

Montenegro

 

Eslovénia

 

Ucrânia

   

   Final (Apurados diretamente).:

Alemanha

 

Espanha

 

França

 

Itália

 

Reino Unido

 

   Segundo as casas de aposta, Israel é a grande favorita à vitória do Festival Eurovisão da Canção de 2018. Portugal está, neste momento, na 17ª. posição. 

Portugal

 

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Noite cor-de-rosa

Créditos: NiT

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   À terceira foi de vez. Depois de duas semifinais polémicas, a final do "Festival da Canção 2018" correu extremamente bem.

 

   É preciso recuar vários anos para se encontrar um programa televisivo em Portugal com um cenário e palco da dimensão da que pudemos ver este domingo. A apresentação de Pedro Fernandes e Filomena Cautela foi seguríssima. Ela já a caminhar para se tornar numa "senhora apresentadora" e ele com a piada ou alfinetada certa, no momento certo. Trouxeram frescura e jovialidade.

 

   O momento alto foi, sem dúvida, o da fantástica e merecida homenagem a Simone de Oliveira. Já a homenagem ao grupo Doce foi inesperada, mas bem vinda, e muito bem conseguida por parte das cantoras e de Moullinex.

 

   O Festival só não correu melhor porque a maioria das músicas a concurso eram um grande bocejo a que nem o mais interessado conseguia estar atento.

 

   Quanto aos resultados, Janeiro, com "Sem Título", foi o grande derrotado da noite ficando em 4º. lugar. Uma das vencedoras da noite foi Catarina Miranda. Sem nenhum tipo de favoritismo, chegou à final quase sem se dar por ela e "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" só não ganhou porque o voto do público é soberano em caso de empate.

 

   Cláudia Pascoal e Isaura venceram merecidamente o concurso, confirmando o favoritismo à vitória após a desistência de Diogo Piçarra. "O Jardim" é uma digna vencedora. Além da bonita mensagem, a de uma neta que se despede da avó que morreu, há ainda a acrescentar a boa melodia e o ritmo contemporâneo. Ainda assim, a cantora que não venceu a última edição do "The Voice Portugal", tem de se conter. Cada vez que cantou a música emocionou-se no final e o mesmo vai acontecer na "Eurovisão" se não se treinar. Já foram tantas vezes que podemos vir a ser acusados de estar a "fazer número".

 

   Quanto a possibilidades no Festival Internacional, ainda é cedo, mas as Casas de Apostas que nos davam a vitória em 2017 não animaram muito com a escolha portuguesa. Ainda sem se conhecer a eleita, Portugal estava abaixo das 20 primeiras posições e aí se mantém. 

 

   Vamos representados pela canção daqueles que ficam encarregues das vivendas enquanto os donos vão de férias: "Agora que não estás, rego eu o teu jardim". É uma brincadeira. "O Jardim" é um boa escolha.

 

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Saiba o que lhe reserva a televisão no final do ano

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As principais televisões deram a conhecer aquilo que vão transmitir na última noite de 2017. Apenas a RTP 1 vai estar em direto, SIC e TVI apostam em programas gravados.

 

 

   De uma forma ou de outra, o teatro e a representação vão reinar nos três canais generalistas na passagem de ano. A estação pública inicia a noite com a comédia "Noivo Por Acaso", protagonizada por Fernando Mendes. Às 23H00, Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves vão estar em direto do Terreiro do Paço, em Lisboa, para um especial do programa "5 Para a Meia-Noite".

 

   Também a SIC vai apostar em teatro. Desta feita, João Baião entra em cena com "Volta ao Mundo em 80 Minutos", de Filipe Lá Féria. Na plateia vão estar várias figuras bem conhecidas do universo do canal de Carnaxide, num especial de fim de ano.

 

   Por sua vez, a TVI aposta em "A Tua Cara Não Me É Estranha". Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira vestem-se de gala para receber vários convidados numa noite repleta de imitações. 

 

   Pedro Teixeira, Rita Pereira, Sofia Ribeiro, Mónica Jardim, Isabel Silva, Maria Sampaio, David Antunes, Sérgio Rossi, Darko, Melânia Gomes, Mico da Câmara Pereira, Toy e FF são os nomes que vão subir ao palco do programa.

 

   Ana Malhoa, Virgul, Nélson Freitas e os Calema também vão atuar, embora sem imitações.

 

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Diana Bouça-Nova: "Acho difícil regressar ao entretenimento"

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Diana Bouça-Nova (RTP)

 

 

 

   

 

 

   Diana Bouça-Nova, de 31 anos, é jornalista da RTP desde 2015.  Apesar de fazer da informação a sua vida profissional, foi no entretenimento que, inicialmente, se destacou.

 

 

   Em 2009, tornou-se numa das caras da SIC Radical. Foi apresentadora do "Curto Circuito" e repórter em eventos como o "Rock in Rio - Lisboa".

   

   Em entrevista ao "A Caixa que já foi Mágica", revela qual o sentimento de um jornalista ao ser notícia, por motivos pessoais, como é o seu caso. Fala dos planos para o futuro na estação pública e conta ainda como foi a mudança de registo na televisão.

 

 

 

   ACJFM.: Como correu a passagem do entretenimento para o jornalismo? No início, as diferenças entre estas duas vertentes criaram-lhe dificuldades? 

 

   Diana Bouça-Nova.: A passagem foi tranquila. Já tinha feito jornalismo antes. Sou jornalista. Ainda bem que há sempre desafios.

 

   

   ACJFM.: Os novos colegas conheciam o seu trabalho como apresentadora?

 

   DBN.: Alguns sim. Mas isso nunca foi motivo de privilégio ou do contrário.

 

   

   ACJFM.: Desde que está na RTP, como jornalista, qual foi o trabalho que lhe deu mais gozo fazer? E qual o que lhe criou mais dificuldades?

 

   DBN.: Há vários. É difícil definir apenas um. Gosto muito de trabalhos que envolvam sair em reportagem por algum tempo. Obriga-nos, enquanto jornalistas, a "mergulharmos" naquele trabalho. É muito bom.

   Tenho a sorte de já ter tido alguns assim. Adorei fazer parte da equipa do Euro, que teve o melhor final possível e tantos outros trabalhos. Felizmente, não posso dizer que tenha tido algum com grandes dificuldades.

 

   

   ACJFM.: Afirmou, em entrevista, que espera "crescer na RTP". Quais são as suas perspetivas em relação ao futuro no canal público?

 

   DBN.: "Crescer" engloba muita coisa. É essencial para mim saber mais e fazer melhor todos os dias. Estar num canal como a RTP tem esse peso e essa é também uma responsabilidade que carrego comigo sempre, em qualquer lado. Gosto de desafios, de "sair da minha zona de conforto", trabalhar em áreas novas. Ainda tenho muito para aprender!

 

   

   ACJFM.: Tem sido notícia por alguns assuntos pessoais, como o seu casamento e o nascimento do primeiro filho. Agora que está do outro lado, do lado do jornalista, como é que encara o facto de continuar a ser notícia?

 

   DBN.: Nunca foi muito confortável para mim e continua a não ser. No entanto, já me habituei. Vivo na velha máxima de livro aberto. Prefiro ser eu a dar a notícia e partilhar do que ter a imprensa a "tentar saber". Não me incomoda que se saiba que casei e que tive um filho porque ambos são motivos de felicidade. Dizem respeito à minha vida? Sim, claro. Mas porque não partilhar com os outros?

 

   

   ACJFM.: Um regresso ao entretenimento está fora de questão?

 

   DBN.: Acho difícil...

 

   

   ACJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   DBN.: A televisão continua e quero acreditar que vai continuar a ser mágica!

 

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Marchas vencem novelas

 

 

 

As Marchas Populares de Lisboa, transmitidas ontem pela RTP1, venceram as novelas da SIC e da TVI.

 

 

 

 

A tradição lisboeta trouxe bons resultados à RTP1. A Marchas Populares, nas quais Alfama foi o bairro vencedor, levaram a melhor sobre as novelas da concorrência. Santa Bárbara, da TVI, Rainha das Flores e Verdades Secretas, da SIC, obtiveram os seus piores resultados de sempre. 

 

As comemorações do Santo António, padroeiro da capital, deram ao canal do Estado o segundo lugar no pódio das audiências, alcançando 9% de rating e 24% de share. Apesar do bom resultado, o programa de culinária da TVI, Masterchef Júnior, foi o programa mais visto de domingo.

 

Relativamente às novelas, Rainha das Flores marcou 8.1% de audiência média e 17.3% de share, Verdades Secretas não foi além dos 4.7% de rating e 11.8% de share e Santa Bárbara registou 7.1% de audiência média e 23% de share.

 

O dia foi ganho, entre as televisões generalistas, pela RTP1, tendo o jogo do Euro 2016 e os Casamentos de Santo António contribuído para essa vitória.

 

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Diário de um candidato (Factor X)

Parti de Torres Vedras com destino ao Teatro Camões, em Lisboa, e com o objectivo de participar no segundo dia de casting do novo programa de música da SIC, Factor X.

 

Cheguei ao Parque das Nações com o relógio a marcar pouco mais de 3h00. Junto ao local das audições estavam já cerca de 20 pessoas, acompanhantes e candidatos, a formar fila para a manhã que tardava em chegar. No teatro estava ainda a produção com os últimos candidatos do dia anterior. Já na fila de espera, juntamente com dois amigos que me acompanharam e a quem muito agradeço, lutávamos, eu, eles e os restantes, contra o tédio e o sono. Conversávamos, riamos e o relógio, teimoso, não andava.

 

Finalmente o Sol começou a espreitar por detrás da ponte Vasco da Gama e proporcionou-nos um bonito espetáculo que não foi mais do que o seu nascer. Às 7H00, hora marcada para o início da abertura das portas, nada se passava, apenas mais candidatos a chegar a conta gotas.

 

Algum tempo mais tarde, a produção preparou o evento colocando bandeiras com o logótipo do programa e fontes de água em vários pontos do local. As primeiras imagens foram captadas por volta das 9H00 com entrevistas a alguns candidatos, entrevistas essas em que também participei mas mais tarde.

 

Provavelmente o único animador de programas conhecido pelo público, "Betão", "pegou" então  nas dezenas de pessoas que lá estavam e deu-se iníco à filmagem das típicas imagens dos concorrentes a gritarem o nome do programa, a baterem palmas ou a acenarem com os braços no ar. Quando o calor já se fazia sentir chegou João Manzarra que, com Bárbara Guimarães, forma a dupla de apresentadores. Simpático, alegre mas com ar cansado, Manzarra gravou alguns textos junto aos concorrentes.

 

O relógio já passava das 11H00 quando o primeiro grupo de candidatos foi chamado e eu fazia parte dele. Tirámos uma foto junto de um "X" gigante e fomos encaminhados para as mesas do check-in. Fizemos a inscrição e foram-nos colocados os números de candidatos.

 

Subimos ao terceiro andar do Teatro Camões, onde já estavam os nossos acompanhantes, e aí esperámos, mais uma vez. O sono e o cansaço faziam-se sentir mais do que nunca mas os nervos e a ansiedade não deixavam espaço para o esmorecimento. Na sala afinavam-se as vozes, treinavam-se as músicas e davam-se os últimos retoques na imagem.

 

Fomos então chamados por volta das 12h00. Seguimos com um dos membros da produção da Fremantle, simpáticos e acessíveis, passámos por corredores, escadas e portas até que chegámos a mais um local de espera.

 

Chamados um a um, chegou então a derradeira etapa. Bati a uma porta branca e entrei numa sala pequena onde estavam duas pessoas, um homem e uma mulher. Entreguei a minha pen drive onde tinha os instrumentais das músicas, respondi a quatro ou cinco perguntas e cantei. Controlar os nervos não foi fácil naquela situação. Eram quatro paredes que minuto a minuto pareciam mais pequenas e a isso juntava-se o olhar incógnito mas stressante daquelas duas pessoas que estavam a escassos metros de mim. Cantadas duas músicas, sensivelmente até ao refrão inclusive, ouvi um simples mas agradável: "muito bem Tiago!". Informaram-me depois que tenho de esperar duas semanas para saber se passo à fase seguinte.

 

Nas conversas de corredor ouvi que só quem não servia mesmo recebia a informação de que não valia a pena esperar por um contacto mas também me apercebi de que alguns candidatos seguiam para entrevistas e para outras salas.

 

Saí da capital já depois das 14H00, de rastos, porque a ansiedade e o trabalho não me deram grandes horas de sono nos dias anteriores.

 

Regressei a casa numa completa incógnita mas com a esperança de poder vir a ser contactado.