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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Quando o melhor da SIC continua a vir da Globo

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   Durante anos a SIC alicerçou a sua programação em produtos oriundos da TV Globo. Graças às novelas vindas do Brasil, conseguiu tornar-se no canal português mais visto e garantir audiências que seriam impensáveis nos dias de hoje. 

 

   Os tempos mudaram e o canal de Carnaxide optou, e bem, por procurar um caminho diferente. Apostou na produção nacional e fez o seu caminho até obter qualidade suficiente para conseguir liderar.

 

   Ao longo dos anos as novelas brasileiras foram perdendo espaço na grelha de programação da SIC, mesmo que num passado recente, por exemplo, "Avenida Brasil" ou "Amor à Vida" tenham conseguido liderar sobre a forte concorrência da TVI. Além do espaço que perderam, foram muitas vezes desprezadas. Hoje em dia, só há uma produção da Globo no ar, sendo ela emitida já bem perto da meia-noite.

 

   É verdade que até a gigante cadeia de televisão brasileira sofre as suas crises, mas "O Outro Lado do Paraíso" é o maior sucesso dos últimos anos cá e lá.

 

   A base da história é uma vingança, fio condutor já utilizado em inúmeras produções, a diferença é a forma cuidada e extraordinariamente bem conseguida de como foi introduzida. Aliado a isso, junta-se ainda a forma exemplar e cativante de como se desenrolam todos os núcleos da novela. 

 

   "O Outro Lado do Paraíso" é, durante a semana, o único programa da SIC capaz de vencer a concorrência de forma sistemática  e é ainda o programa que melhor quota de mercado garante para a estação.

 

   Todos os bons resultados conseguidos por uma produção brasileira são mérito próprio. Há muito tempo que a estreia de uma história vinda do país irmão chega sem poupa nem circunstância, com fraca promoção e em horário tardio.

 

   Não tenho dúvidas de que a vingança protagonizada por Clara (Bianca Bin) é a melhor novela a passar em Portugal atualmente. A SIC deve seguir o seu caminho, só não deve renegar aquilo que ainda lhe dá alegrias.

 

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Tardes low-cost

Créditos: NiT

 

   

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   A SIC alterou a programação das tardes no final de fevereiro. Os fracos resultados obtidos pelo "Juntos à Tarde" atiraram João Baião e Rita Ferro Rodrigues para a prateleira. 

 

   Com um orçamento cada vez mais apertado, o canal decidiu ocupar o horário vespertino com a repetição de duas novelas portuguesas a que se juntou a estreia de "Dr. Saúde". 

 

   Várias notícias dão conta de que o programa que findou não foi além dos cerca de 10,5% de share no total da sua exibição. Este número, numa linguagem minimalista e fácil de entender, quer dizer que, naquele horário, um em cada dez espectadores que tinham a televisão ligada assistiam ao formato do canal de Carnaxide. 

 

   Fiz as contas, e aviso já que não sou uma grande matemático, na semana de 5 a 9 de março, a reposição de "Sol de Inverno" juntamente com o programa sobre saúde, alcançaram cerca de 11,7% de share. É uma subida, pouco significativa, mas uma subida. Na SIC, conseguiram o que queriam. Ocupar a maior parte do horário da tarde com uma novela que já está paga, ou seja, a re-exibição fica a custa zero, e ter um programa que possa fazer subir o horário das 18H00 e assim alavancar os números do "Linha Aberta". 

 

   Ganha a SIC e perde o espectador. É estranho que um canal que quer ser líder de audiências baseie a sua programação das tardes de semana em repetições. O que dá a entender é apenas isto: os valores até podem não subir, o que interessa é poupar. Além disso, esta linha de programação afasta-se, ainda mais, do público mais jovem e do público mais apetecível para os anunciantes.

 

   Isto não retira mérito a "Dr. Saúde". Aquilo que ali se faz é serviço público. Pedro Lopes é médico, mas é também um comunicador muito competente. O programa terá um caminho árduo no que toca a audiências e pode não aguentar o tempo necessário para se cimentar e subir os resultados. Ainda assim, é um bom esforço e diferenciador daquilo que oferece a concorrência.

 

   A tardes da SIC, nos moldes em que agora estão, com certeza que são para durar. A estação até pode não ganhar, mas o que interessa é não perder muito (dinheiro).

 

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A sina de Baião

 

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   É esta semana que João Baião deixa o ecrã da SIC por tempo indeterminado. O canal decidiu terminar com o "Juntos à Tarde" que, nas audiências, oscila entre o segundo e o terceiro lugar no horário vespertino. 

 

   O apresentador mudou-se para a estação de Carnaxide em 2014 depois de vários anos na RTP. Estreou-se com o "Sabadabadão", ao lado de Júlia Pinheiro, sem sucesso. Foi depois colocado nas tardes de semana onde permanceu até agora. Primeiro com o "Grande Tarde" e depois com o "Juntos à Tarde". Fez ainda um papel cómico na novela "Mar Salgado" e apresentou o "Portugal em Festa", aos domingos. Em pouco menos de quatro anos, a SIC percebeu que Baião não é o salvador que, erradamente, achara que era. 

 

   João é único na televisão portuguesa e um dos melhores da sua geração. Bom comunicador, bom ator, um entertainer nato, uma energia inesgotável, um ótimo sentido de humor e uma genuinidade tocante. Está lá tudo e a partir de sexta-feira (23-02-2018) já não vai estar nada.

 

   A falta de sucesso dos programas em que esteve presente não se deve a si. Deve-se às escolhas que a SIC fez. Ninguém é capaz de elevar audiências repetindo a mesma fórmula da concorrência com igual ou menor qualidade. O "Somos Portugal" lidera a maioria das tardes de domingo, na TVI. O "Portugal em Festa" chegou depois e era exatamente igual. O "Grande Tarde" nunca foi diferenciador e o "Juntos à Tarde" utilizou a maioria das rubricas de sucesso do líder "A Tarde É Sua". O "Sabadabadão", por sua vez, prometia o regresso do grande entretenimento às noites de sábado do canal, o problema é que não passava de uma manta de retalhos de outros formatos.

 

   Falta analisar o final do ano de 2017 em que a estação de Pinto Balsemão emitiu "A Volta Ao Mundo Em 80 Minutos". O espetáculo de Filipe La Féria tinha o ator e apresentador como protagonista. A transmissão, verdadeiramente diferenciadora, deu à SIC a melhor passagem de ano desde 2014. Dá que pensar!

 

   Uma estação de televisão que luta para ser líder de audiências, mas que está longe disso, e que coloca João Baião na prateleira só pode estar a ser muito mal gerida e pensada.

 

   Dêem-lhe um bom programa de entretenimento ou uma sitcom ao estilo da "Revista à Portuguesa" e vejam o resultados a aparecer. 

 

     Que a triste sina de João Baião, na televisão, mude rapidamente.

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"Paixão" VS "A Herdeira"

   

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   A SIC e TVI lançaram as suas principais apostas na área da ficção. Nas audiências, nestas primeiras semanas, "A Herdeira" não deu hipótese a "Paixão".

 

   A novela do canal de Queluz é líder incontestável de audiências, relegando a trama da estação de Carnaxide para um segundo plano bem longínquo.

 

   A verdade é que o fio condutor da história da TVI é bem mais denso e muito menos banal. É verdade também que já tudo, ou quase tudo, foi feito em televisão. O que existe é a possibilidade de alterar ou contar de outra forma. Foi o que fez Maria João Mira, a autora. Há quanto tempo a comunidade cigana não era retratada na ficção portuguesa?

 

   Claro que a ideia não é nova. "Explode Coração, emitida pela SIC, foi uma dos maiores sucessos de todos os tempos em Portugal. A novela da TV Globo contava a história de Dara, uma cigana, que se apaixonou por um homem que não pertencia à sua etnia.

 

   Aliado a esta "falsa" novidade, está um primeiro episódio explosivo, embora com algumas falhas. Destaque ainda para aquele que é um dos melhores genéricos realizados em Portugal nos últimos anos.

 

 

 

   Do outro lado temos "Paixão", com um banalíssimo fio condutor: um homem, injustamente preso, regressa anos depois com sede de vingança e encontra o amor da sua vida com outro homem. Mais tarde, descobre também que tem uma filha dessa mulher que ainda ama. Pelo contrário, ela odeia-o por achar que ele matou o seu pai.

 

   Ao contrário da novela da TVI, o primeiro episódio foi bem mais fraco. O momento mais empolgante foi, talvez, o pai da protagonista a cair de uma varanda e todo o drama que se fez à volta dessa situação. Contrastando, e muito, com uma cena de tiroteio numa festa, no México, em "A Herdeira".

 

   As contas são fáceis de fazer. No confronto direto, "A Herdeira" venceu sempre "Paixão". A trama da TVI conta, habitualmente, com mais de cerca de 200 a 300 mil espetadores que a novela da SIC.

 

   Daqui para a frente, muito dificilmente haverá uma inversão de resultados. Resta ao terceiro canal acertar na mouche na substituta e sobretudo esperar que a estação de Queluz de Baixo falhe na próxima escolha.

 

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As novidades da SIC

 

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    A SIC já lançou os dados e está preparada para a nova temporada.

 

    Uma novela, dois regressos, um final e uma estreia absoluta é aquilo que pode esperar já este mês.

 

    Conheça as apostas da SIC:

 

 

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   O programa regressa para uma segunda temporada e traz também de volta Conceição Lino. A jornalista é a autora do formato que "testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas". Recorde-se que a primeira temporada foi um sucesso.

 

 

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   Os bons resultados da "Atualidade Criminal", nas manhãs da estação, deram a Hernâni Carvalho um novo programa às 19H00. A atualidade criminal e outras questões vão ter espaço de antena num horário em que a SIC está cada vez mais longe da liderança.

 

 

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   Esta é a nova novela da SIC que vai substituir "Amor Maior". Protagonizada por Margarida Vila-Nova, Albano Jerónimo, Joana Solnado e Marco Delgado, "Paixão" conta a história de um homem determinado a lutar pela justiça e determinado a recuperar dez anos de vida. É uma novela de homens e mulheres que vão ao limite para conseguirem aquilo em que acreditam.

 

 

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    O "Vale Tudo" regressa também à estação de Carnaxide com algumas caras novas e numa versão já gravada.

   Cecília Henriques, Cleia Almeida, Salvador Martinha e Dânia Neto, juntam-se aos veteranos Rui Unas e César Mourão, os capitães de equipa.

   O "Cenário Inclinado" é a "prova rainha" do formato e João Manzarra mantém-se como apresentador.

 

   

   As manhãs da SIC também se vão alterar. "A Vida Nas Cartas" termina já a 8 de setembro. A solução encontrada para substituir o programa de tarot foi esticar o "Queridas Manhãs". O fomarto apresentado por Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues passa a ter início às 09H00.

 

 

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Desilusão

 

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   Estive uns dias fora do país (peneirento) e, por isso, não tive tempo suficiente para escrever. Antes de ir, vi que a SIC preparava o regresso do "Gosto Disto!" e um novo programa chamado "Tudo Incluído". Estou completamente desiludido, talvez por culpa minha. Culpa minha porque achei que a SIC se tinha mexido e ia trazer novidades.

 

   Em primeiro lugar, pensei que o "Gosto Disto!" ia ter novos episódios, um novo cenário virtual, novos vídeos e que marcaria o regresso de César Mourão à televisão. Mesmo assim era pouco para uns dos horários mais competitivos da televisão portuguesa. Às 19h00, o canal de Carnaxide obtinha péssimos resultados com a novela brasileira "Novo Mundo".

 

   Em segundo lugar, pensei que o "Tudo Incluído" fosse a grande aposta para os domingos a partir de setembro. Um programa, sempre com o mesmo cenário, mas que a cada semana revivesse os icónicos programas da estação a propósito da comemoração dos seus 25 anos. 

 

   E o que é que a SIC preparou?

 

   Para as 19H00 retirou uma novela inédita, com maus resultados, e colocou no ar a repetição do "Gosto Disto!". Resultado? Não só não subiu nas audiências como nesta quarta-feira (07/06), por exemplo, teve a CMTV e a TV Globo, dois canais pagos, bem perto. Inpensável!

 

   Já o "Tudo Incluído", que estreia já este sábado (10/06), não é mais do que uma junção de vídeos dos grandes êxitos da SIC apresentados por Andreia Rodrigues.

 

   É tudo muito "poucochinho" para um canal que pretende ser líder de audiências.

 

   Repito. A SIC não é culpada pela minha desilusão. Eu é que ainda penso que o canal é aquele a que me habituei quando ainda era um criança.

 

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SIC altera programação a 5 de junho

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Os péssimos resultados de "Novo Mundo", às 19H00, terão sido a causa das mudanças na programação da SIC já a partir de segunda-feira.

 

 

   Com quatro portugueses no elenco, a novela brasileira "Novo Mundo", estreou em maio no horário de acesso ao prime-time. A trama não se conseguiu impor e colocou o canal de Carnaxide numa má posição. A audiência média dos cerca de 23 episódios exibidos não foi além dos 3,1% de rating e 10.1% de share. Bem longe do líder "Apanha Se Puderes", da TVI, e do "Preço Certo", da RTP1, vice-líder às 19H00.

 

   A SIC foi obrigada a mexer-se e o "Gosto Disto!" regressa já no dia 5 de junho. Apresentado por Andreia Rodrigues e César Mourão, o formato conta com a exibição de vídeos caseiros e alguns momentos de humor, protagonizados pelo ator e apresentador. O programa vai ocupar o horário deixado vago por "Novo Mundo" que é atirada para a madrugada.

 

   Ainda antes deste regresso, a reposição de "Laços de Sangue" é alargada em meia hora. Por sua vez, o "Juntos À Tarde" perde 30 minutos de exibição.

 

   Neste dia estreia ainda outra novela da TV Globo, às 23H30. "A Força Do Querer" é uma história de Glória Perez, autora de sucessos como "O Clone", "Explode Coração" e "Caminho das Índias".

 

   Com esta medida, a SIC passa a contar com mais de quatro horas de novelas no horário noturno, pelo menos até ao final de "A Lei Do Amor" que já entrou nos últimos episódios.

 

Lê também:

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Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

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Ficha Técnica com Pedro David: "Não escondo que vejo as novelas da TVI"

 

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   Na segunda parte do "Ficha Técnica", Pedro David conta como são os seus dias na TVI. O locutor revela de que forma consegue conciliar a sua profissão com a de DJ e esclarece a importância da locução para um canal de televisão.

 

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 Leia a primeira parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

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   ACQJFM.: Normalmente as intervenções de um "voice over" têm de ser curtas e concisas. No trabalho, o tempo é o seu maior inimigo?

 

   PD.: Sim, esta é daquelas profissões a que não podes chegar fora de horas e não te podes atrasar. Ou entras naquele minuto, naquele segundo, ou então já passou. Ou dizes o que tens para dizer, em 25 ou 50 segundos, ou então deixas a frase a meio.

 

 

   ACQJFM.: O facto de ser voz-off da TVI obriga-o a ser conhecedor ou, pelo menos, ler muita informação sobre a programação e o seu conteúdo. De que forma é que se prepara?

 

   PD.: Tenho o cuidado de tentar ver os episódios das novelas que a TVI transmite na véspera de estar de serviço. Assim, quando no dia seguinte entro ao serviço, é mais fácil localizar aquilo que o episódio do dia vai passar. Não escondo que “consumo” as novelas da TVI, já que elas fazem parte do meu material de trabalho.



   ACQJFM.: Que importância tem a locução para uma estação de televisão? Sente que é uma função que, ao longo dos anos, ganhou, perdeu ou manteve a sua relevância?

 

   PD.: Na minha opinião, sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, parece-me que este é um “pormenor” na emissão dos canais de televisão que está a ganhar cada vez mais espaço e importância. Se fizermos um “rewind”, a RTP há um tempo atrás não tinha locutores e hoje, não só tem, como intervêm em muitos momentos da emissão.

A SIC já há muito que tinha locutores no período de “prime-time” e agora já tem aos fins-de-semana, no período diurno.

A TVI há muitos anos que tem locutores, embora só no período do final da tarde até há uma da manhã. Penso que é uma mais valia para fazer a ligação entre a Estação e o espetador.

Apesar da imagem dos apresentadores, muitos deles estimados pela maioria do público, a verdade é que há aquela “voz” que todos os dias diz "boa noite" e está "ali sentado ao lado do espectador" para lhe lembrar o que pode ver a seguir e a convidar para não perder o episódio do dia seguinte. 

 

 

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   ACQJFM.: Além do seu cargo no canal de Queluz é também DJ. De que forma concilia as duas profissões?

 

   PD.: Sempre estive habituado a ter várias profissões ao mesmo tempo. Atualmente, conjugo apenas a TVI com o serviço de DJ. Por vezes troco a escala com os meus colegas Miguel Freitas, Ana Bernardino e Cláudia Macedo. Somos quatro locutores e entendemo-nos muito bem. Somos mais que colegas, somos amigos. Tentamos sempre ajudar-nos uns aos outros, de forma a que possamos estar bem com a empresa e também nas outras atividades que cada um tem.

Por vezes surgem alguns trabalhos mais difíceis de conjugar. Lembro-me de uma passagem de ano em que pedi ajuda aos meus colegas na TVI para estar livre da escala por 11 noites seguidas. Nesse período, estive ao serviço da TSF como jornalista. Depois descansei dois dias e voltei à escala da TVI. Quanto ao trabalho de DJ, marco as noites em discotecas sempre com a salvaguarda de qualquer alteração de última hora, visto que a Televisão e a Rádio são a minha prioridade.

 

 

   ACQJFM.: É a voz principal do canal português com maior audiência. É o ponto mais alto da sua carreira ou espera que o futuro lhe traga outros desafios?

 

   PD.: No dia em que eu achar que atingi o ponto alto da minha carreira, não terei mais vontade de me levantar da cama e ir trabalhar com gosto. Quero mais. Sei que tenho muito ainda para aprender. Adoro televisão e, apesar da idade ir avançando, desde que tomei consciência de que era este o caminho que queria seguir, não desisto de um dia realizar e apresentar um projeto de televisão.

Tenho formação na área, tenho carteira profissional e adorava fazer reportagem de guerra. Não desisto, porque gosto de aprender.

A minha primeira participação em televisão foi no "Big Show SIC", como apresentador de cidade e no júri estava Miguel Simões e Carlos Ribeiro, dois “Dinossauros “ da comunicação em Portugal e com quem tive o prazer de aprender e partilhar o estúdio, uns anos mais tarde. Passei pela Renascença onde também partilhei trabalhos com profissionais com alguns dos meus ídolos, como o António Sala, o Fernando Correia,  o Pedro Tojal, entre outros. Resumindo, espero chegar mais longe e espero cumprir todos os sonhos que tracei para mim.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   PD.: As redes sociais e a facilidade com que hoje se coloca uma imagem ou vídeo a circular na Internet, apagou um pouco o segredo dos bastidores da televisão. Na rádio esse efeito ainda é maior. O segredo e a curiosidade de saber como é a pessoa que está por trás daquela voz desapareceu com a evolução dos meios de comunicação. As rádios e as televisões tiveram de se adaptar à moda das redes sociais para criar uma aproximação com quem deixou de ouvir rádio ou ver TV.

No entanto, costumo dizer que os locutores de televisão são os "ilustres desconhecidos" da TV. Porquê? Porque todos os dias entramos na casa das pessoas, todos os dias lhes dizemos “boa noite” e convidamos para ficarem um pouco mais na nossa companhia, mas ninguém nos conhece a cara. Aliás, em qualquer um dos canais de TV em sinal aberto, nunca ninguém incluiu nas Galas de aniversário ou de Natal a presença dos locutores. Os tais que todos ouvem, mas que ninguém sabe quem são.

Desde que entrei para a TVI, em 2007, criei a minha frase : “Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar!”. Por vezes, no dia a dia, acabo por dizer esta frase sem querer. Aconteceu-me há uns meses, numa caixa do supermercado, em que a funcionária olhava para um produto alimentar que eu levava e disse-me que já por várias vezes que esteve para comprar para ela, mas não sabia se ia gostar. Perante isto, disse-lhe de forma natural e sem querer: "tem de experimentar, vai ver que vai gostar !”. Quando acabei de dizer isto, a jovem olhou para mim e disse-me: “ Parecia que estava agora a ver a TVI”. Eu sorri, mas não disse mais nada. Percebi que o timbre de voz, juntamente com a frase que já é tão familiar dos espectadores, levou aquela jovem a reconhecer o tom da frase.

Não escondo orgulho, o que alguns preferem chamar vaidade.

Seja como for, tenho consciência de que o caminho que trilhei nunca conheceu o apelido “Cunha”. Estes episódios fazem-me sentir o efeito que tem a tal “caixa mágica”.

 

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"Apanha se Puderes" - audiência e primeira opinião

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Créditos: Revista TV Mais

 

O novo programa da TVI liderou, ontem, sobre o "Preço Certo" no horário das 19H00.

 

 

   Cristina Ferreira, tal como Júlio César, chegou, viu e venceu. Cerca de um milhão e 30 mil espetadores viram a estreia de "Apanha-me se Puderes", na TVI. Estes números correspondem a 10,6 % de audiência média e 25,9% de share.

 

   "O Preço Certo", habitual líder no acesso ao prime time, ficou-se pelo segundo lugar. Os  9,1 % de rating e os 22,2% de quota média de mercado, garantiram a vice-liderança com uma média de 879 mil espetadores.

 

   A SIC está arredada deste "campeonato". "Sassaricando - Haja Coração" não foi além do terceiro lugar no horário das 19h00. A novela brasileira registou uma média de 458 mil espetadores, fruto dos 4,7% de rating e dos 11,6% de share alcançados.

 

   A verdade é esta: se com o "Apanha se Puderes" a TVI não conseguir a liderança ou se não conseguir andar taco a taco com a RTP1, não consegue com mais nada.

 

   Está lá tudo! 

 

   Está a apresentadora mais em voga de Portugal, na atualidade, está Pedro Teixeira a fazer de menino bonito e está um bom jogo em si. Tem dinâmica, diversão, cultura geral e prémios. O pior mesmo é o nome. Não é agradável, nem sonante.

 

   Claro que esta vitória nas audiências se deve muito ao fator novidade. Não será assim sempre. "O Preço Certo" está cimentado no horário e não vai perder a liderança com facilidade, mas é este o caminho. Se não ganhar, Cristina Ferreira tem, pelo menos, de morder sempre os calcanhares a Fernando Mendes.

 

 

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Vingança de nariz postiço

   

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   "Ouro Verde" estreou no domingo, na TVI. Segui todo o primeiro episódio com muita atenção, segui parte do segundo com alguma atenção e vi pouco ou nada do terceiro, com ainda menos atenção.

 

   Confesso, não sou grande admirador de novelas portuguesas. Não tenho nada contra, só não ligo. Apesar de não ter visto assim tanto desta nova produção, consegui tirar as minhas conclusões.

 

   É uma boa novela, com uma boa história e bem contada, pelo menos até agora. Tem um elenco português bastante bom e um elenco brasileiro igualmente competente, aliás, a grande maioria dos atores brasileiros já trabalhou na TV Globo o que, por si só, já é um sinal de qualidade.

 

   Como nem tudo o que luz é ouro, já dizia o ditado, há algumas coisas que me desagradam. Provavelmente é um problema meu, mas eu não consigo concentrar-me em mais nada a não ser no nariz postiço do Diogo Morgado. Por favor, não dava mesmo para se fazer algo melhor ou desistir da ideia?

 

   Por falar em Diogo Morgado, a sua contratação por parte da TVI foi uma jogada de mestre. Vi duas entrevistas do ator e, obviamente, vendeu bem o peixe. Elogiou tudo na novela, com especial enfoque na história.

 

   Realmente tenho de começar a acreditar em quem afirma que já se inventou tudo em televisão. É que "Ouro Verde", pelo menos a história principal, já foi feita por Diogo Morgado em 2007, na SIC.

 

   Em "Vingança", Diogo Morgado perdeu a família, foi para outro país, conheceu alguém rico de quem se tornou amigo. Esse amigo morreu e deixou-lhe a fortuna que foi usada para se vingar de quem lhe fez mal.

 

   E o que está o "hot Jesus" a fazer em 2016 na TVI? Exatamente o mesmo que em 2007!

 

   "Ouro Verde" está a correr bem. É o programa mais visto desde o dia em que estreou. Aproveitou a fragilidade de "Amor Maior", que não recuperou o público perdido com a exibição de "Coração D´Ouro", e chegou mesmo a vencer o jogo do Benfica emitido pela RTP1.

 

   Talvez esteja em estado de graça, ou não...

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