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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Menos e pior

A falta de dinheiro não é sinal de desleixe ou falta de gosto, mas é isso que acontece em Desafio Final, o novo programa da RTP. O formato que veio substituir O Elo Mais Fraco nas noites até é interessante, mas o canal público limitou-se a focar as quedas de uma plataforma, que se abre por debaixo dos pés dos concorrentes, quando estes respondem mal a uma questão.

 

O estúdio é deprimente e o grafismo de bradar aos céus. Tudo aquilo lembra a televisão dos anos 90. Até a própria edição do concurso o torna arrastado, existindo uma considerável falta de ritmo.

 

De todo este chorrilho salva-se o apresentador. José Carlos Malato é o melhor apresentador do género e é ele que torna este formato minimamente interessante. Ainda assim, é uma passo atrás que a RTP dá.

 

O Elo mais Fraco não era perfeito, aliás, estava longe de o ser, mas este novo concurso faz com que se tenha saudades do antigo.

 

Voltando atrás. Malato é o melhor, mas não chega para tornar o que é mau em realmente.

 

Existem muitas arestas por limar, mas é mais que certo que tudo fique como está. É a televisão a perder os seus encantos de dia para dia. Pelo menos a do Estado tem dado várias razões para que o público se afaste cada vez mais. É que Desafio Final, que podia ser bom, é um valente bocejo. Malato merecia melhor!

Pedro Granger em exclusivo: " Para o fim do Verão talvez volte à televisão"

No

 

Aos 32 anos Pedro Granger conta já com uma longa carreira na representação e apresentação de programas de televisão. Nos últimos anos esteve ligado à ficção e entretenimento da TVI mas, em 2011, protagonizou uma das grandes surpresas do mercado de transferências televisivo. Quando se especulava que pudesse mudar-se para a SIC, o ator surpreende e torna-se no apresentador da 3ª. edição de O Elo Mais Fraco na RTP. A 22 de maio vai fazer, pela primeira vez, os comentários ao Festival Eurovisão da Canção mas antes, responde ao Perguntas na Caixa.

 

ACM.: Como está a ser a experiência de comentar o Festival Eurovisão da Canção a poucos dias de partir para o Azerbeijão, país onde se realiza este ano o certame?

 

PG.:Comentar e fazer quase trinta reportagens para vários programas da RTP! Está a ser uma experiência ótima. Dá mais trabalho do que pensei, mas tem sido muito divertido. Para já estive a escrever os textos, a fazer pesquisas dos vários países e artistas a concurso, as canções que vão cantar, dados estatísticos de votações, curiosidades e a história do Azerbeijão e concretamente de Baku (capital do país).

 

ACM.:Tem algum país preferido neste Festival?

 

PG.:Vários e por razões diferentes. Tal como no ano passado, porque mandam os mesmo artistas outra vez como os Jedward. Acho graça à Irlanda, a Eslovénia tem uma música forte, à semelhança da Sérvia, Espanha apresenta uma voz poderosíssima, a Itália uma música muito cool, a Alemanha uma música muito boa composta pelo Jamie Cullum e a Islândia também tem uma música muito forte.

 

ACM.:Eládio Clímaco confidenciou a este blog que nunca acreditou que Portugal pudesse vencer a Eurovisão nos anos em que comentou. Enquanto espectador, alguma vez acreditou na vitória?

 

PG.:Gosto muito do Eládio, aliás, convidei-o e fomos almoçar à duas semanas. Estive a ouvi-lo falar das várias experiências “eurovisivas” que teve. Acho que devemos aprender com os mais velhos e com quem tem mais experiência que nós. O Eládio é o “Homem Eurovisão”. Quanto ao facto de um dia podermos ganhar ou não: é cada vez mais difícil porque os países do leste europeu são muitos e muito unidos entre si a votar, mas acredito que com vontade tudo se consegue.

 

ACM.:As gravações de O Elo Mais Fraco já terminaram. Depois do Festival, o que vai fazer profissionalmente?

 

PG.:Agora, para o Verão, tenho uma projeto de cinema, umas galas para apresentar e dobragens de um filme de animação. Para o fim do Verão talvez volte à televisão.

 

ACM.:Prefere a representação ou a apresentação de programas?

 

PG.:Prefiro fazer bons projetos sejam eles em que áreas forem. Sou ator e apresentador, gosto muito das duas coisas. Já houve projetos de ficção que adorei fazer e outros que nem por isso. O mesmo se passou com projetos de apresentação.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?

 

PG.:Claro que sim! Cada vez mais. São tantas as possibilidades e escolhas hoje em dia; são tantas as histórias paralelas em torno dela: como o controlo da informação, disparates da nova medição de audiências, esquemas de compras e vendas. Nunca foi tão mágica. Era preciso ser um verdadeiro Harry Potter para saber verdadeiramente com esta “caixa” que pode ser maravilhosa, já foi mais do que hoje em dia, e que mudou o mundo.

TOP TV - O melhor e o pior da televisão portuguesa

Mais um domingo, mais um TOP TV.

Numa semana em que pouco aconteceu de especial na televisão portuguesa.

Aqui!

Curtas e Boas

 

 

Parece que a homenagem a Angélico Vieira que estava, supostamente, a ser preparada pela TVI não vai avançar. Felizmente uma decisão sensata e com sentido. Emitir uma gala de homenagem a Angélico, seria algo completamente despropositado.

 

 

O Elo Mais Fraco da RTP1 vai ter segunda edição. Os resultados têm subido muito timidamente. Tímidas são também as melhoras de Pedro Granger na apresentação do formato, ainda assim, estão lá. É uma decisão normal e esperada.

 

 

A Voz de Portugal, programa de talentos musicais também do canal público, tem feito resultados até bastante agradáveis. Mas é estranho ver que, em dois programas já emitidos, existem pelo menos 4 ou 5 candidatos que participaram e chegaram longe no programa Ídolos da SIC. Uma segunda oportunidade que é dada, mas que retira o lugar aos que nunca tiveram nenhuma.

Mais Fraco

O Elo Mais Fraco chegou para fazer jus ao nome. As primeiras emissões do concurso da RTP1 têm os mesmos resultados que os cansativos últimos programas de Quem Quer Ser Milionário - Alta Pressão

 

A concorrência também não facilita e é preciso tê-lo em conta. 

 

O estúdio e o local onde são feitas as entrevistas aos concorrentes têm uns acabamentos tão imperfeitos que tudo aquilo parece um programa de baixo orçamento para a RTP2

 

Além de tudo isto, falta ainda o apresentador. Pedro Granger pode ter jeito para muitas coisas, mas não serve para este formato. 

 

O "boneco" que criou soa a falso por todos os lados e as "piadas" lançadas aos concorrentes são tão plásticas que parecem ser da Tupperware

 

A mudança de tom de voz, de baixo para demasiado alto, acontece tantas vezes que chega a irritar. 

 

O regresso do programa foi uma boa opção mas tudo o resto não correu bem.

Estreias e regressos

Segunda-feira foi dia de as televisões apostarem forte na programação e mostrar as suas novas e antigas armas para os próximos meses. 

 

Secret Story (1º lugar) teve os seus primeiros diários e extras. O diário da tarde fez um mau resultado, os 15 minutos de diário da noite obtiveram um bom resultado e foi o programa mais visto do dia. Já o extra da meia-noite fez um resultado pior que aquele que faziam os extras da edição passada. 

 

Na SIC, o renovado Jornal da Noite (8º lugar) foi o informativo, do horário, menos visto. A estreia da novela Rosa Fogo (5º lugar) fez um bom resultado (cerca de 900 mil espectadores e em 10 pessoas que assistiam televisão, cerca de 2 estavam a ver a novela), um resultado acima da estreia de Laços de Sangue, mas seria de esperar um pouco mais da nova história do canal de Carnaxide

 

A RTP viu a suas estreias e regressos fazer péssimos resultados. O novo espaço de informação pós Telejornal (7º lugar), Mudar de Vida ( 9º lugar), fez um resultado bastante baixo. O Elo Mais Fraco (11º lugar) fez jus ao nome e obteve um resultado fraco, bem abaixo do que fez a estreia de Quem Quer Ser Milionário - Alta Pressão. Prós e Contras (8º lugar no top do canal) regressou meses depois e também obteve um mau resultado. 

 

Praça da Alegria (10º lugar no top do canal) regressou às manhãs e ficou no segundo lugar do horário, já Portugal no Coração não entrou no top 10 do canal à semelhança de todos os outros concorrentes da tarde. 

 

RTP N foi substituída pela RTP Informação (13º lugar nos canais cabo). A estreia do renovado canal fez menos 0,1%, em relação àquilo que fez a defunta RTP N na segunda-feira passada.

 

Num pequeno resumo, a RTP foi a grande derrotada do dia, embora os valores de audiência não tenham ou não devam ter a mesma importância que um canal comercial. SIC e TVI fizeram o esperado.

Curtas e Boas

 

 

 

  • Herman José, que regressa à RTP1 já este sábado, fez declarações à revista TVGUIA em relação a Secret Story e Peso Pesado: " A vantagem do serviço público é que se rege por critérios mais subjectivos do que as privadas, onde o que contam são os números, mesmo que para isso se feche pessoas em casas como animais ou se obrigue cidadãos de 140 quilos a destruírem as articulações à frente das câmaras", afirmou o humorista. Ora, cada concorrente que se inscreve sabe para o que vai, por isso, nenhum deles é "mal tratado". Depois, é preciso não esquecer o passado e Herman José já apresentou dois reality-shows na SIC, Masterplan e o mega fracasso Senhora Dona Lady.

 

 

 

 

 

  • O Elo Mais Fraco estreia na segunda-feira na RTP1. O programa vai ter uma concorrência difícil no dia de estreia. O primeiro diário de Secret Story, na TVI, e o primeiro episódio de Rosa Fogo, na SIC. Para que o programa tenha mais interesse, a primeira edição do concurso apresentado por Pedro Granger vai ter caras do canal como concorrentes. São eles: Ana Bola, Ana Varela, Cláudia Semedo, Fernando Mendes, João Baião, Joaquim Monchique, Rúben Gomes, Sílvia Alberto e Tânia Ribas de Oliveira

 

 

 

 

 

  • Luís Jardim , jurado no programa da TVI, Canta Comigo, que termina este sábado, teceu críticas ao programa rival da SIC, Chamar a Música. O músico afirma que no programa da concorrência só se fazem más figuras e que não se procura o talento das pessoas. Ora, o programa apresentado por João Manzarra não tem a pretensão de procurar talentos na música nacional. O objectivo é entreter, apenas e só.

 

 



 

Afinal havia outro

Tânia Ribas da Oliveira não foi a escolhida para apresentar O Elo Mais Fraco, na RTP, mas sim Pedro Granger

 

O actor saiu da TVI e muito se escreveu sobre a possível ida para a SIC. Isso acabou por não acontecer. O canal público fez assim uma escolha que surpreende. 

 

Se Tânia Ribas de Oliveira não se enquadrava no formato, Pedro Granger ainda menos se enquadra. O programa escolhido para substituir Quem Quer Ser Milionário é conhecido e interessante devido à pose rude da apresentadora.

 

Ora, nada disto tem a ver com a nova escolha. Pedro é um homem e não tem figura rude, embora seja actor e se consiga adaptar a vários papéis. 

 

Ainda assim, o antigo parceiro de Júlia Pinheiro em Secret Story não tem o perfil desejado, a não ser que a RTP tenha o objectivo de fazer com que O Elo Mais Fraco deixe de ser o que era, mas se o objectivo for mesmo esse, tivessem escolhido outro formato. 

 

É esperar para ver se o apresentador será, ou não, o elo mais fraco do programa.

Mulheres ao poder

Catarina Furtado, Bárbara Guimarães e Teresa Guilherme são as mulheres que vão estar à frente das maiores apostas dos três principais canais generalistas portugueses. 

 

A elas junta-se agora Tânia Ribas de Oliveira. A apresentadora vai ser a cara da 3ª edição de O Elo Mais Fraco

 

Três das quatro apresentadoras serão substitutas de Júlia Pinheiro que ficará, agora, para segundo plano.

 

Tânia Ribas de Oliveira deixou de ser uma promessa da apresentação, para passar a ser um valor mais que seguro. É jovem, alegre, divertida, boa comunicadora e genuína. 

 

Terá, com certeza, os seus defeitos, mas que para aqui não interessam agora. A companheira de João Baião nas tardes da RTP1, volta assim ao horário nobre do canal público. 

 

Já fez a Herança de Verão e agora cabe-lhe a difícil tarefa de apresentar o saudoso regresso de O Elo Mais Fraco

 

À partida, a escolha de Tânia é errada. Neste concurso, que testa a cultura geral dos participantes, as principais características são: a indiferença, rispidez e arrogância da apresentadora. 

 

Ora, tudo isto são adjectivos que nada têm a ver com a postura de Tânia Ribas de Oliveira.

Não colocando em causa o profissionalismo da menina bonita da RTP, está será uma tarefa difícil de cumprir. 

 

A apresentadora terá, assim, de "criar um boneco" ou arrisca-se a fazer de um sucesso antigo, um insucesso recente.