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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Leonor Poeiras em exclusivo: "Não era capaz de participar num reality-show"


Leonor Poeiras é o rosto do diário da noite de Secret Story na TVI. Foi no canal de Queluz de Baixo que iniciou a sua carreira na televisão. Começou pela informação mas rapidamente foi recrutada para o entretenimento. Apresentou programas como Fear Factor, Perdidos na Tribo, Vídeo Pop ou Quem Quer Ganha. A apresentadora de televisão faz uma pausa nos "segredos" para responder ao Pergunta na Caixa.


Leonor Poeiras - Foto retirada da página do Facebook oficial

 

 

ACM.: Ficou triste com o final do Vídeo Pop?


LP.: Fico sempre com nostalgia quando um programa termina. Mas o Vídeo Pop era um formato de Verão. Não fui apanhada desprevenida.

 


ACM.: As audiências são um assunto que a preocupa?


LP.: As audiências preocupam-me na medida em que quero chegar ao maior número de pessoas possível. É para o público que trabalho. É lógico que fico muito satisfeita quando o meu trabalho chega a mais pessoas.

 

ACM.: Tem projetos para quando terminar o Secret Story?


LP.: Não sou nada ansiosa, nem dá jeito ser em televisão. uma coisa de cada vez. Para já estou com o Secret Story em prime-time, até ao final do ano. É a este programa que me dedico actualmente a 100%.

 

ACM.: Era capaz de participar num programa como a Casa dos Segredos?


LP.: Não era capaz de participar num reality-show. Quando se fala em vida privada, fala-se precisamente em manter numa esfera pequena aquilo que de mais íntimo temos.

 

ACM.: A televisão ainda é a caixa mágica?


LP.: A televisão é a caixa mágica sim. Sou verdadeiramente apaixonada pelo que faço. Há quase 10 anos que acordo de manhã e fico feliz por saber que me esperam na TVI. Acredito que só os que têm este amor ao trabalho, de forma natural, é que vingam. É uma sorte fazer o que gosto e isso ser divertido e desafiante.
Se a motivação não for esta, a carreira será penosa e curta.

TRIBO DAS FARSAS

A verdade em televisão é muito importante. Se não acreditarmos naquilo em que estamos a ver, então é melhor desistir. 

 

 Estas duas frases foram escritas no primeiro post do blog, sobre o programa da TVI, Perdidos na Tribo.

 

12 dias depois, a revista ANA desta semana lança um artigo que desmonta, uma por uma, várias situações do "doc-reality". A mesma notícia conta ainda que existiu um guião escrito desde início e revela também que algumas situações são extamente iguais ao original espanhol.

 

 

 

Quando o chefe da tribo Himba proibiu José Castelo Branco de utilizar maquilhagem e lhe confiscou o estojo, tudo não passou de uma das cenas do tal guião previamente escrito.

 

Ainda na tribo Himba, um dos nativos experimentou uma pasta dentífrica, como se fosse a primeira vez que o fazia. Na realidade, na versão original, o mesmo nativo já havia experimentado o dentífrico. Também a paixão de um dos nativos por Vera Ferreira aconteceu na versão original, o mesmo nativo também se “apaixonou” por uma das concorrentes.

 

Já na tribo Hamer, a surpresa de ver Kapinha, Cláudia Jacques, Io Apolonni e Fernando Mendes a beber sangue diretamente do corpo de um animal, não passou de uma ilusão de ótica. Os quatro concorrentes puseram, de facto, a boca no interior do animal, mas o ângulo em que foram filmados deixou a ideia de que tinham ingerido o sangue o que, na realidade, não aconteceu.

 

 

Quanto ao passeio que os membros das tribos Himba e Nakulamené fizeram até às cascatas e ao vulcão sagrado, a ideia que o programa passou foi a de que tais locais se localizavam perto dos acampamentos. Na verdade, tanto um como outro estavam a sensivalmente de 200 km dos locais onde dormiam e trataram-se de passeios organizados pela produção.

 

 

O que era apenas uma suspeita, passou a ser uma verdade. O que não deixa de ser curioso, é que esta notícia tenha apenas surgido quando falta uma gala, previamente gravada, para o final do programa a 31 de Julho.

 

 

 

Nota: O texto da revista ANA foi retirado do site www.atelevisão.com e, apesar de todo o texto estar como citação, alguma frases foram encurtadas e reescritas.

Perdidos na TVI

 

Decidi começar o meu blog com este reality-show que vai terminar no próximo domingo na TVI.
Muito provavelmente este programa não ficará para a história dos programas em Portugal, não só pelas suas audiências que, não foram nada de extraordinário, e também pelo facto de estarmos constantemente a pensar se tudo aquilo será mesmo verdade.

A verdade em televisão é muito importante. Se não acreditarmos naquilo em que estamos a ver então é melhor desistir.

Muitas serão as pessoas que olham para o programa e pensam:"Não será que estes "famosos" estão este bocado a gravar e depois se vão aconchegar numa bela roullote?". A dúvida paira sempre no ar, mas este não é o único problema do programa. Os famosos são apenas conhecidos e alguns muito pouco. A salvação é, mais uma vez, José Castelo Branco. Queira-se ou não é ele que carrega o programa às costas.

Depois temos uma Leonor Poeiras que mais parece o Artur Albarran nas suas "Imagens Reais". Ao ouvi-la pensamos que o que vamos ver é algo de extremamente chocante e, então, aperece-nos a morte de animais para a própria subsistência da tribo e um ou outro costume bem diferente dos nossos.

No fundo Perdidos na Tribo veio para lutar contra um programa de peso, no canal concorrente, conseguindo ofuscar a aposta da SIC nos primeiros programas, mas a curiosidade matou o gato e o gato da TVI depressa acabou por morrer. 

Resta o último programa e uma gala que será emitida em diferido porque a apresentadora do programa quer ir de férias!