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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Casamento à primeira vista" é a nova aposta da SIC

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A SIC prepara um novo reality-show, a estrear brevemente, em que um casal se conhece apenas no dia do casamento.

 

 

   Já pensou conhecer o seu noivo ou noiva apenas no dia em que vai subir ao altar? É essa a proposta que o canal de Carnaxide tem para o seu novo programa, que está a cargo da produtora Shine Iberia. 

 

   O formato, com o nome original "Married at first sight", é um sucesso em vários países um pouco por todo o mundo. Reino Unido, Estados Unidos da América ou Austrália contam já com várias temporadas do formato.

 

   Os concorrentes, que se podem inscrever através do e-mail casting@sic.pt , serão estudados por vários especialistas em relacionamentos. Depois de avaliadas as suas personalidades e criados os "casais perfeitos", estes terão de se casar, viver a noite de núpcias, a lua-de-mel e passar algumas semanas juntos. No final, decidem se querem continuar juntos ou se preferem o divorcio. 

 

   Ainda não é conhecida a data de estreia, mas deverá acontecer após o verão.

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Valeu a pena?

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   Este domingo a SIC dá por terminado o pacote de oito jogos do Mundial de futebol de 2018 adquiridos à RTP.

 

  O canal de Carnaxide não quis ficar à margem de um acontecimento a planetário, abriu os cordões à bolsa, e gastou, muito provavelmente, vários milhões.

 

   Terá valido a pena? Tenho muitas duvidas.

 

   Sem conhecer ainda as audiências do Espanha X Rússia, a contar para os oitavos-de-final da prova, a estação de Balsemão chegou à liderança em dois dias: na transmissão do Portugal X Marrocos e do Sérvia X Brasil. Qualquer uma das restantes transmissões não ajudaram a estação a liderar no total diário.

 

   Além disso, os informativos não melhoraram as habituais performances e a emissão dos resumos das partidas também não alteraram os habituais resultados nos vários horários em que foram para o ar. 

 

   A TVI, principal concorrente da SIC e habitual líder de audiências, não apostou no Mundial como as suas concorrentes generalistas e pouco ou nada perdeu com isso. Só não liderou nos dias em que a seleção portuguesa esteve em campo e no dia do Sérvia X Brasil.

 

   Na SIC, o sentimento deverá ser um misto entre o contentamento e a desilusão. As audiências cumpriram mas não surpreenderam. A partir de domingo a bola passa estar apenas do lado da RTP e da SPORTTV. 

 

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"Portugal X Espanha" é o programa mais visto desde 2016

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"Portugal X Espanha" é o programa mais visto desde 2016

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A estreia da seleção portuguesa no Mundial de futebol de 2018, frente à Espanha, foi acompanhado por uma média de 2,8 milhões de espectadores.

 

   A partida que colocou os dois países da Península Ibérica frente-a-frente rendeu à RTP1 uma audiência média de 28,9% e 68,2% de quota de mercado.

 

   O jogo emitido na sexta-feira (15/06), às 19H00, que acabou com um empate a três bolas entre as duas equipas foi o programa mais visto do ano e deu ao canal do Estado a liderança nas audiências nesse dia. Para se encontrar uma audiência superior é preciso recuar até dia 10 de julho de 2016, quando Portugal defrontou a França na final do "Euro 2016".

 

   Já em 2017, o programa mais visto foi "Portugal X Suíça", com 2,3 milhões de espectadores em média, num jogo a contar para a qualificação do Mundial que agora se joga. 

 

   A equipa das Quinas volta a entrar em campo na próxima quarta-feira para jogar com Marrocos. A partida tem início às 13H00 e é transmitida pela SIC.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Uma canção que não é brinquedo

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   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

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"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

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"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
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   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

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   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

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   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
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Quando o melhor da SIC continua a vir da Globo

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   Durante anos a SIC alicerçou a sua programação em produtos oriundos da TV Globo. Graças às novelas vindas do Brasil, conseguiu tornar-se no canal português mais visto e garantir audiências que seriam impensáveis nos dias de hoje. 

 

   Os tempos mudaram e o canal de Carnaxide optou, e bem, por procurar um caminho diferente. Apostou na produção nacional e fez o seu caminho até obter qualidade suficiente para conseguir liderar.

 

   Ao longo dos anos as novelas brasileiras foram perdendo espaço na grelha de programação da SIC, mesmo que num passado recente, por exemplo, "Avenida Brasil" ou "Amor à Vida" tenham conseguido liderar sobre a forte concorrência da TVI. Além do espaço que perderam, foram muitas vezes desprezadas. Hoje em dia, só há uma produção da Globo no ar, sendo ela emitida já bem perto da meia-noite.

 

   É verdade que até a gigante cadeia de televisão brasileira sofre as suas crises, mas "O Outro Lado do Paraíso" é o maior sucesso dos últimos anos cá e lá.

 

   A base da história é uma vingança, fio condutor já utilizado em inúmeras produções, a diferença é a forma cuidada e extraordinariamente bem conseguida de como foi introduzida. Aliado a isso, junta-se ainda a forma exemplar e cativante de como se desenrolam todos os núcleos da novela. 

 

   "O Outro Lado do Paraíso" é, durante a semana, o único programa da SIC capaz de vencer a concorrência de forma sistemática  e é ainda o programa que melhor quota de mercado garante para a estação.

 

   Todos os bons resultados conseguidos por uma produção brasileira são mérito próprio. Há muito tempo que a estreia de uma história vinda do país irmão chega sem poupa nem circunstância, com fraca promoção e em horário tardio.

 

   Não tenho dúvidas de que a vingança protagonizada por Clara (Bianca Bin) é a melhor novela a passar em Portugal atualmente. A SIC deve seguir o seu caminho, só não deve renegar aquilo que ainda lhe dá alegrias.

 

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Já conhece a concorrência de "O Jardim"?

 

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   O Festival Eurovisão da Canção de 2018 está a pouco mais de um mês de ser realizar, pela primeira vez, em Portugal. A 1ª. semi-final está marcada para dia 8 de maio, a 2ª. acontece a 10 de maio e a grande final realiza-se a dia 12 do mesmo mês.

 

   Entretanto, já foram apresentadas as 43 canções que vão estar a concurso na 63ª. edição do certame. Cláudia Pascoal e Isaura representam Portugal com "O Jardim" e serão as oitavas candidatas a entrar em palco na grande final. Mas quem é a concorrência das portuguesas? Conheça ou oiça de novo as canções de 2018:

 

   1ª. semi-final.:

 

Azerbaijão

 

Islândia

 

Albânia

 

Bélgica

República Checa

Lituânia

 

Israel

 

Bielorrússia

 

Estónia

 

Bulgária

 

Macedónia

 

Croácia

 

Áustria

 

Grécia

 

Finlândia

 

Arménia

 

Suíça

 

Irlanda

 

Chipre

 

   2ª. semi-final.:

Noruega

 

Roménia

 

Sérvia

 

São Marino

 

 

Dinamarca

 

Rússia

 

Moldávia

 

Holanda

 

Austrália

 

Geórgia

 

Polónia

 

Malta

 

Hungria

 

Letónia

 

Suécia

 

Montenegro

 

Eslovénia

 

Ucrânia

   

   Final (Apurados diretamente).:

Alemanha

 

Espanha

 

França

 

Itália

 

Reino Unido

 

   Segundo as casas de aposta, Israel é a grande favorita à vitória do Festival Eurovisão da Canção de 2018. Portugal está, neste momento, na 17ª. posição. 

Portugal

 

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Noite cor-de-rosa

Créditos: NiT

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   À terceira foi de vez. Depois de duas semifinais polémicas, a final do "Festival da Canção 2018" correu extremamente bem.

 

   É preciso recuar vários anos para se encontrar um programa televisivo em Portugal com um cenário e palco da dimensão da que pudemos ver este domingo. A apresentação de Pedro Fernandes e Filomena Cautela foi seguríssima. Ela já a caminhar para se tornar numa "senhora apresentadora" e ele com a piada ou alfinetada certa, no momento certo. Trouxeram frescura e jovialidade.

 

   O momento alto foi, sem dúvida, o da fantástica e merecida homenagem a Simone de Oliveira. Já a homenagem ao grupo Doce foi inesperada, mas bem vinda, e muito bem conseguida por parte das cantoras e de Moullinex.

 

   O Festival só não correu melhor porque a maioria das músicas a concurso eram um grande bocejo a que nem o mais interessado conseguia estar atento.

 

   Quanto aos resultados, Janeiro, com "Sem Título", foi o grande derrotado da noite ficando em 4º. lugar. Uma das vencedoras da noite foi Catarina Miranda. Sem nenhum tipo de favoritismo, chegou à final quase sem se dar por ela e "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" só não ganhou porque o voto do público é soberano em caso de empate.

 

   Cláudia Pascoal e Isaura venceram merecidamente o concurso, confirmando o favoritismo à vitória após a desistência de Diogo Piçarra. "O Jardim" é uma digna vencedora. Além da bonita mensagem, a de uma neta que se despede da avó que morreu, há ainda a acrescentar a boa melodia e o ritmo contemporâneo. Ainda assim, a cantora que não venceu a última edição do "The Voice Portugal", tem de se conter. Cada vez que cantou a música emocionou-se no final e o mesmo vai acontecer na "Eurovisão" se não se treinar. Já foram tantas vezes que podemos vir a ser acusados de estar a "fazer número".

 

   Quanto a possibilidades no Festival Internacional, ainda é cedo, mas as Casas de Apostas que nos davam a vitória em 2017 não animaram muito com a escolha portuguesa. Ainda sem se conhecer a eleita, Portugal estava abaixo das 20 primeiras posições e aí se mantém. 

 

   Vamos representados pela canção daqueles que ficam encarregues das vivendas enquanto os donos vão de férias: "Agora que não estás, rego eu o teu jardim". É uma brincadeira. "O Jardim" é um boa escolha.

 

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As novidades da RTP

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   A RTP1 é o canal generalista que mais novidades tem para apresentar ao público. A estação do Estado já colocou as cartas na mesa e é a primeira a estrear um programa na nova temporada. A partir de setembro podemos esperar muita ficção, música e magia.

 

   Conheça então os novos programas da RTP1 e a datas de estreia das novas temporadas de outros formatos

 

 

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 Em “O Impossível”, com Luís de Matos, vai poder conhecer as mais recentes criações do ilusionista português. Todos os programas vão contar com a participação de alguns dos melhores mágicos do mundo e também com figuras públicas.

 

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Os protagonistas desta série documental são a portuguesa Isadora Alves e o galego Rubén Riós. A dupla vai percorrer o caminho português de Lisboa a Santiago Compostela, utilizando a bicicleta como meio de transporte.

 

 

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  "The Voice Portugal" regressa para a 5ª. temporada. Como em equipa que ganha não se mexe, além do prémio final, nada se altera no talent-show. Ainda assim, as surpresas, as histórias e as vozes prometem colar os portugueses ao ecrã.

 

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   O enredo da série centra-se num escândalo que estará em vias de ser revelado e o Governo nacional encontra-se receoso com essa possibilidade. Assim, com o objetivo de solucionar o problema, a Ministra da Cultura tem a ideia de produzir a melhor telenovela de sempre com o intuito de distrair o país.

   Maria João Bastos, Nuno Lopes, José Raposo e Margarida Marinho fazem parte do elenco da série cómica.

 

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   O "5 Para A Meia-Noite" está de regresso para a 15ª. temporada, com muitas novidades, mas nos mesmos moldes da edição anterior. Filomena Cautela continua a ser o rosto do

late-night show de quinta-feira.

 

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"A Criação" é uma sitcom sobre agências de publicidade, protagonizada por atores vestidos de animais de peluche.

 

 

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   "1986" é uma comédia romântica, de época, escrita por Nuno Markl. A ideia central é a de revisitar o ano de 1986 em Portugal à volta de 5 personagens principais. Nesta altura, Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares disputavam as eleições presidenciais.

 

 

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