Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

e2bbdeadd61e6719cc403f4afb3cb0591_770x433_acf_crop

 

facebooknovo.jpg

 

   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

Leia também:

postsimples_fichatecnica_V2.png

 

Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

facebooknovo.jpg

 

 

 

Festival dos Segredos

 

Finalistas_2Semifinal-860x507.jpeg

 

facebooknovo.jpg

 

    A "Casa dos Segredos" estreou recentemente e, nem por sombras, conseguiu ser tão polémica como está a ser o "Festival da Canção 2018". O objectivo de um é o que o outro menos deseja.

 

   Entre acusações de plágio, falhas técnicas, falhas nas votações, intrigas e mexericos entre jurados ou participantes, há de tudo no certame da RTP.

 

   Isto leva-me, mais uma vez, ao assunto do momento. As redes sociais, com a ajuda dos vários órgãos de Comunicação Social que não têm nenhum interesse no "Festival" a não ser que este lhes consiga dar cliques e dinheiro, conseguiram fazer uma "vítima".

 

   Diogo Piçarra foi acusado de plágio pela sua "Canção do Fim". Defendeu-se, erradamente, afirmando que "a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas". Acrescentou também que desconhecia a música "Abre Os Meus Olhos", uma vez que nasceu "em 1990" e a canção data de 1979.

Diogo, eu nasci em 1989 e conheço a "Desfolhada", de 1969, de trás para a frente.

 

   A RTP nunca se pronunciou sobre o assunto, até ao momento em que o cantor fez saber que dava por terminada a sua participação. Até maio, iria ser achincalhado, gozado e, muito provavelmente, perder os "direitos de autor" da música. Sim, há uma grande diferença entre plágio e a perda de autoria.

 

   A estação do Estado fez muito mal. Ou defendia imediatamente o cantor ou o desqualificava. Esperar que Piçarra se chegasse à frente é incompreensível e desonesto.

 

   O artista fez o que devia e o que podia fazer. 

 

   Com tudo isto, as favas contadas deixaram de o ser. Cláudia PascoalJaneiro e Peu Madureira estão na corrida à vitória. Vitória essa que pertencia, com uma certeza absoluta, a Diogo Piçarra. Qualquer um deles será um digno vencedor, mas será sempre uma vitória às custas de uma desistência. Nenhum deles merecia tal rótulo e essa aura só passará, caso a vencedora consiga um boa posição no "Festival Eurovisão da Canção". Um lugar razoável seriam os primeiros 15 lugares e um bom resultado seria situar-se entre os 10 primeiros. 

 

   A crueldade das redes sociais e a sede de visualizações/cliques/leitores por parte da imprensa, canais de televisão e rádios tornaram o "Festival da Canção" num circo dos horrores, capaz de prejudicar a imagem de uma televisão, de um certame com anos de história e dos seus intervenientes. 

 

   O seu a seu dono. Deixem as polémicas para o "Secret Story". É para isso que ele serve.

 

facebooknovo.jpg

 

"No comments"

facebook.jpg

 

transferir.jpg

 

   Geralmente não me junto aos coros de críticas que se fazem ecoar por essas redes sociais fora. Desta vez, não posso ficar indiferente.

 

   Neste domingo, em Pedrogão Grande, Judite Sousa fez uma reportagem junto de um corpo de uma mulher que morreu a fugir das chamas"Está um corpo aqui ao meu lado, de uma senhora, que ainda não foi recolhido, apesar de os bombeiros se encontrarem muito perto deste local”. Foram estas as palavras utilizadas pela jornalista enquanto apontava para o corpo apenas coberto por um lençol branco.

 

   Judite cometeu o maior erro da sua carreira neste dia. Aquilo que fez não tem desculpa. Desrespeitou a dor daqueles que sofreram e sofrem com a tragédia, desrespeitou aquela mulher e desrespeitou o jornalismo. A situação é delicada ou não fosse o incêndio na zona de Leiria a maior tragédia dos últimos anos em Portugal.

 

   Esta situação é imperdoável para qualquer jornalista e para qualquer canal. Neste caso, existe uma agravante. Judite Sousa perdeu o único filho em 2014. Na altura, a mãe pediu respeito por si e por André Sousa Bessa aos colegas jornalistas. A dor que com certeza ainda sente deviam tê-la feito perceber que estava a ultrapassar todos os limites. Ultrapassaram-se todas as regras de bom senso e do aceitável.

 

   Esta segunda-feira, à N-TV, falou sobre a situação dizendo apenas: "no comments!". Sem comentários mesmo, Judite!

postsimples_fichatecnica_V2.png

 

"Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

postsimples_fichatecnica_V2.png

Ficha Técnica com a "voz" da TVI: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

 

 

facebook.jpg

Regresso de Conceição Lino dá liderança à SIC

A estreia de E Se Fosse Consigo? foi o terceiro programa mais visto desta segunda-feira.

 

 

O regresso de Conceição Lino aos ecrãs trouxe bons resultados à SIC. O formato que visa alertar o público sobre os vários tipos de discriminação presentes na sociedade foi seguido por cerca de 1 milhão e 160 mil espetadores, liderando do início ao fim.

 

 

O programa, que abordou o racismo, deixou o Jornal das 8, da TVI, em segundo lugar nas audiências. O Telejornal e o The Big Picture, da RTP1, ficaram-se pelo terceiro lugar no horário das 21h00. E Se Fosse Consigo? teve ainda grande destaque nas redes sociais.

 

Recorde-se que Conceição Lino estava afastada da televisão desde que deixou o vespertino Boa Tarde para se dedicar novamente ao jornalismo.

 

Faça "like" na página do blog no Facebook e não perca os próximos artigos!

Love on Top - a estreia e os resultados

 

Neste sábado à noite foi tempo de estar em casa com os amigos. Entre comer "porcarias" e escolhermos um filme para assistir, demos uma vista de olhos pela estreia do Love on Top da TVI.

 

 

O novo "dating-show" do quarto canal junta seis mulheres e seis homens na mesma casa em busca do "amor". Sem estúdio, sem público e com Teresa Guilherme na apresentação, a gala de estreia mostrou alguns pontos positivos e outros negativos.

 

A apresentadora esteve pouco segura na condução do formato, ainda não se percebeu a 100% como será o desenrolar do programa e o facto de ter apenas galas ao sábado e Extras todos os dias depois da meia-noite vai-lhe retirar muita visibilidade. Parece-me que o maior interesse aqui é manter ativo o canal TVI Reality já que a grelha da generalista está novamente centrada nas novelas.

 

Quanto aos pontos positivos tenho a destacar a casa onde vão estar os concorrentes, a interatividade (aplicação online) e, à primeira vista, um muito bom casting, depois do péssimo que a Endemol fez para A Quinta.

 

Em suma, e dentro do género, não posso dizer que Love on Top seja um mau programa. Pelo contrário, é diferente, bem feito e inovador relativamente àquilo que se fez em Portugal até hoje.

 

A estreia rendeu a liderança no horário nobre a TVI. O reality-show ficou em segunda lugar nas audiências e levou a melhor sobre todas as novelas da SIC.

 

Love on Top não será um grande sucesso porque também não está pensado para isso.

 

Fará a sua missão de subir as audiências do canal Cabo que lhe é dedicado, fará a TVI subir no late-night e vai dar que falar nas redes sociais incutindo o interesse em descarregar a aplicação. 

 

Faça "like" na página do blog no Facebook e não perca os próximos artigos!

Televisão na Internet

É o vídeo viral do momento na Internet e pertence a um dos programas menos vistos da televisão portuguesa. Com apenas 16 anos, Martim, protagoniza o vídeo que já deve contar com mais de um milhão de visualizações.
O momento resume-se ao seguinte: o jovem é um empreendedor que criou uma marca de roupa de sucesso e teve direito de antena no programa da RTP1, Prós e Contras.
Na sua intervenção Martim fala da Over It, a sua marca, e acaba por ser interrompido pela investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Raquel Varela, fazendo as seguintes perguntas: " Tens ideia de onde são feitas as camisolas? Se são feitas na China com os trabalhadores a ganharem dois dólares por dia?". O jovem empresário esclareceu que todas as peças são fabricadas numa empresa nacional o que deu azo a uma nova pergunta da investigadora: "E quanto ganham esses trabalhadores? Maioritariamente nas empresas têxteis, os trabalhadores ganham o ordenado mínimo, o que não é suficiente para viver". Martim foi "curto e grosso" e respondeu que os trabalhadores que recebem o ordenado mínimo pelo menos não estão no desemprego.
Cerca de um minuto e meio bastou para este momento se tornar num sucesso.
O interessante é perceber-se que este momento foi seguido, pela televisão, em média, por pouco mais de 200 mil espectadores. O Prós e Contras não é um programa de massas, é um debate semanal, umas vezes mais interessantes que outras, e que ultimamente tem alcançado audiências bastante medíocres.
A Internet e as redes sociais têm destas coisas. A televisão até pode ser o "local" onde muitos acontecimentos são mostrados mas é na Internet que estes ganham verdadeira visibilidade.
Este é um caso flagrante disso. Já não há programa de televisão que não tenha página no Facebook e mesmo na televisão apela-se para que o público adira a essas mesmas páginas. Vivemos uma época de mudança.
As redes sociais utilizam muitos dos conteúdos da televisão, mas a televisão já não consegue viver sem ligação à Internet.
Assista ao vídeo: