Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Uma canção que não é brinquedo

Netta%20Barzilai.jpg_11471527_ver1.0_1280_720.jpg

 

facebooknovo.jpg

 

   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

Leia também:

"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

eight_col_Netta.jpg

 

"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

21011988_jthVZ.jpg

 

 

facebooknovo.jpg

 

 

Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

e2bbdeadd61e6719cc403f4afb3cb0591_770x433_acf_crop

 

facebooknovo.jpg

 

   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

Leia também:

postsimples_fichatecnica_V2.png

 

Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

facebooknovo.jpg

 

 

 

A concorrência de Salvador

facebook.jpg

 

 

Os apostadores colocam a música de Salvador Sobral como a quinta candidata com maior hipótese de vencer em Kiev.

 

 

   Desde que venceu o Festival da Canção da RTP, Salvador Sobral é notícia, quase todos os dias, nos jornais nacionais. Além disso, encheu salas em concertos, colocou o seu disco nos "top´s" e internacionalmente também não passou despercebido. Caiu em graça e não deixa de ser engraçado. 

 

   A verdade é que, nas casas de apostas, Salvador está em quinto lugar como favorito à vitoria. Nas chamadas "odds" ou "probabilidades", o concorrente português já foi quarto classificado. 

 

   "Amar pelos dois" foi a escolha dos portugueses para representar o país no Festival Eurovisão da Canção.

 

   Na frente da corrida ao primeiro lugar do pódio está a Itália. Francesco Gabbani é o grande candidato à vitória, na opinião dos apostadores, reunindo também a preferência nos sites dedicados ao certame.

 

   Logo a seguir ao transalpino está Kristian Kostov, da Bulgária. Em terceiro lugar está a Suécia, representada por Robin Bengtsson e, em quarto lugar, está Blanche, pela Bélgica.

 

   Apesar das boas graças para a final de 13 de maio, Portugal tem ainda de se apurar na 1ª. semi-final que está marcada para dia 9 do mesmo mês. 

 

   Conhece as músicas que estão na frente de "Amar pelos dois", segundo os apostadores:

 

Itália:

 Bulgária:

 Suécia:

Bélgica:

 Portugal:

 

facebook.jpg