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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Saiba tudo sobre o "Festival da Canção 2018"

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   Acabaram-se os segredos. A RTP já deu a conhecer tudo sobre o "Festival de Canção 2018". Descubra os cantores, compositores, apresentadores e jurados.

 

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   Jorge Gabriel e José Carlos Malato apresentam a 1ª. semi-final, no dia 18 de fevereiro, nos estúdios da RTP.

   Nesse dia sobem ao palco os seguintes cantores:

 

   Catarina Miranda - "Para Sorrir Não Preciso de Nada" (Júlio Resende) 
   Joana Espadim - "Zero a Zero" (Benjamim) 
   Rita Dias - "Com Gosto Amigo" (Rita Dias) 
   Janeiro - "(sem título)" (Janeiro) 
   José Cid & Gonçalo Tavares - "O Som da Guitarra É a Alma de Um Povo" (José Cid) 
   Beatriz Pessoa - "Eu Te Amo" (Mallu Magalhães) 
   Anabela - "Para Te Dar Abrigo" (Fernando Tordo) 
   Bruno Vasconcelos - "Austrália" (Nuno Rafael) 
   Rui David - "Sem Medo" (Jorge Palma) 
   Peu Madureira - "Só Por Ela" (Diogo Clemente) 
   JP Simoões - "Alvoroço" (JP Simões) 
   Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos" (Francisca Cortesão) 
   Maria Amaral - "A Mesma Canção" (Paulo Praça) 
 
 

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   A segunda semi-final é apresentada por Tânia Ribas de Oliveira e Sónia Araújo, a 25 de fevereiro. As músicas, os autores e os intérpretes são os seguintes:
 
   Tamin - "Sobre Nós" (Capicua) 
   Dora Fidalgo - "Arco-Íris" (Miguel Ângelo) 
   Peter Serrado - "Sunset" (Peter Serrado) 
   Minni & Rhayra - "Patati Patata" (Paulo Flores) 
   David Pessoa - "Amor Veloz" (Francisco Rebelo) 
   Maria Inês Paris - "Bandeira Azul" (Tito Paris) 
   Daniela Onis - "Para Lá Do Rio" (Daniela Onis) 
   Diogo Piçarra - "Canção do Fim" (Diogo Piçarra) 
   Lili - "O Voo das Cegonhas" (Armando Teixeira) 
   Rita Ruivo - "Anda Daí" (João Afonso) 
   Cláudia Pascoal - "O Jardim" (Isaura) 
   Sequin - "All Over Again" (Bruno Cardoso) 
   Susana Travassos - "A Mensageira" (Aline Frazão) 
 

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   Júlio Isidro será, novamente, o presidente do júri. Para o acompanhar estarão também presentes Carlão, Sara Tavares, Luísa Sobral, Ana Bacalhau, António Avelar Pinho, Tó Zé Brito, Ana Markl e Mário Lopes.
 
   A Grande final está marcada para dia 4 de março e vai reunir 14 canções selecionadas ao longo das duas semi-finais. Filomena Cautela e Pedro Fernandes vão estar em direto do Pavilhão Multiusos de Guimarães. 
 

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Elas, o Mundo e a dança

   

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   Dois amigos questionaram-me se eu já tinha assistido ao "Danças do Mundo", da RTP1. Eu disse que não. Por falta de tempo, por falta de curiosidade e porque já tinha lido alguns comentários menos agradáveis sobre o programa. Eles disseram-me que fiz uma má opção porque "aquilo é mesmo bom e muito bem feito".

 

   Obviamente que não podia deixar de colmatar esta falha e perceber se os meus amigos estavam certos ou se os tais comentários nas redes sociais, que falavam de "umas férias pagas às apresentadores pela RTP", eram ou não verdade.

 

   A realidade é que o formato, produzido pela Endemol, é mesmo muito bom.

 

   Mostrar as danças típicas de cada nação é mostrar cultura. Mostrar costumes e imagens de outros países é serviço público e se, para tornar tudo mais interessante, se tiver de recorrer a cinco mulheres bonitas, como é o caso, qual é o problema?

 

   O "Danças do Mundo" é bem feito, é cativante, é dinâmico e tem uma excelente fotografia. 

 

   Destaco a prestação de Sónia Araújo. Está um passo à frente das restantes apresentadoras por ter formação e um talento natural para dançar. Está como um peixe na água e isso reflete-se na sua prestação como apresentadora.

 

   O formato de dança passa aos sábados à noite na estação pública. Tem a final marcada para maio, na qual as apresentadoras vão competir entre si, mostrando aquilo que aprenderam ao longo das dez emissões do programa.

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João Baião em exclusivo: “As propostas de mudança são sempre bem-vindas”

 

João Baião é o mais enérgico apresentador da televisão portuguesa. Começa a vida artística no teatro mas, só depois, entra para a televisão e logo pela porta grande. Emídio Rangel convida-o para apresentar Big Show SIC, que acaba por se tornar no maior sucesso de Baião e um dos programas mais conhecidos da televisão portuguesa. Em meados do ano 2000, o apresentador deixa o canal de Carnaxide e ingressa na RTP1 onde o sucesso esteve longe daquilo que tinha alcançado no canal anterior. Atualmente, e já há cinco anos, divide o palco de Portugal no Coração com Tânia Ribas de Oliveira, também no canal público. João Baião, em exclusivo, responde ao Perguntas na Caixa.


ACM.:Portugal no Coração foi um dos programas no qual se registou uma das várias falhas do novo sistema de medição da GFK. Preocupa-se com as audiências?

JB.:Para mim o publico é o objectivo máximo do meu trabalho, quer no teatro quer na televisão, é ele a entidade máxima e, por isso, tenho o maior respeito pelo público. Nesse sentido, obviamente, que quantas mais pessoas seguirem o meu trabalho maior satisfação tenho. As audiências têm uma grande importância, não no sentido técnico, até porque os recentes números deram alguns períodos do programa com zero espectadores, o que é muito pouco provável ou mesmo impossível. Para mim o importante é que a mensagem, seja ela qual for, chegue ao maior número de pessoas.

ACM.:Portugal no Coração é diferente dos talk-shows das televisões privadas?

JB.:É um programa que aborda a vida de uma forma positiva e otimista, não sei se é diferente ou não. Mostramos casos de superação de doença para incentivar pessoas que estejam a passar pela mesma situação, damos visibilidade a Centros de Dia e Associações que apoiam pessoas com deficiência para mostrar o excelente trabalho que desenvolvem. Abrimos o palco a novos projetos musicais, mostramos casos felizes de empreendedorismo, revelamos novas vozes do fado, abrimos a "janela" ao que acontece por todo o país a nível artístico, cultural e desportivo, entre outros. Tudo isto numa perspectiva de mostrar as nossas capacidades e o nosso valor.

ACM.:A relação com Tânia Ribas de Oliveira foi fácil desde o início?

JB.:A relação com a minha querida Tânia, que se tornou numa grande amiga, foi uma colagem imediata de duas personalidades que se completam, de duas pessoas diferentes que quase se fundem numa só. Amo a Tânia, ela é uma profissional de mão cheia.

ACM.:Trabalhar em dupla torna a tarefa da apresentação mais complicada?

JB.:Tornou-se, para mim, uma experiência nova mas muito estimulante. Obriga-nos a uma disciplina e a uma atenção permanente. É preciso saber olhar nos olhos da companheira. É preciso contracenar, elemento fundamental no teatro, e que tento transportar para o trabalho em televisão. Quando se tem como parte da dupla uma amiga, o trabalho fica muito facilitado.

ACM.:Qual foi o momento mais difícil da sua carreira televisiva?

JB.:Eu tenho tido a felicidade de trabalhar com excelentes profissionais e com ótimas equipas o que tornou os momentos mais difíceis numa grande ligeireza. Apesar dos nervos, da ansiedade e da procura de fazer sempre o melhor, nunca tive assim um momento difícil. Percalços acontecem sempre, contrariedades também mas, quando a entrega é total, tudo se ultrapassa.


ACM.:O que o faz perder a energia que transmite sempre que está em estúdio?

JB.:Às vezes as fragilidades de algumas pessoas que têm sido postas à prova pela vida, passando por situações absolutamente dramáticas, tiram-me a energia. Esse é o grande desafio: o de tentar dar a volta ao estado de espírito e catapultar a minha energia em prol dos outros.


ACM.:Que tipo de proposta o faria mudar de canal?

JB.:As propostas de mudança são sempre bem-vindas, para crescer, mas estou a adorar o trabalho que tenho vindo a desenvolver ao logo dos quase cinco anos no Portugal no Coração, ao lado da Tânia.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?

JB.:A televisão será sempre, para mim, a "caixa mágica". As pessoas procuram nela muitas emoções, companhia, divertimento, prazer, alegria e, se não houver magia ou espectáculo, é como olhar para uma parede de cimento.