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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

O melhor e o pior de 2018

2018 está a chegar ao fim e o "A Caixa que já foi Mágica" faz o habitual balanço do ano. Conheça as escolhas do melhor e do pior no que à televisão generalista diz respeito.

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RTP1|

O MELHOR

"Eurovision Song Contest 2018"

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Portugal teve a oportunidade de realizar, pela primeira vez, o "Festival Eurosvisão da Canção". Muitos eram os céticos que acreditavam que a estação pública não teria competência para realizar um evento desta envergadura.

A RTP não só conseguiu, como ainda introduziu o seu cunho e com muito menos dinheiro investido relativamente a anos anteriores.

A prova de fogo foi ultrapassada com distinção e o país esteve nas bocas do mundo por ótimas razões. 

Filomena Cautela merece também destaque por ter sido a maior surpresa deste "Festival". 

 

O PIOR

Trocas e baldrocas na Informação

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O ano foi negro para a informação do canal do Estado.

Paulo Dentinho tornou-se Diretor de Informação em março deste ano. Quis terminar com o "Prós e Contras" e preparou o afastamento de Cristina Esteves do "Telejornal". 

Uma polémica frase sobre a suposta violação de Cristiano Ronaldo a uma jovem americana colocaram-no na berlinda e este acabou por colocar o seu lugar à disposição.

Maria Flor Pedroso foi o nome escolhido para o substituir, mas também os nomes dos adjuntos causaram amargos de boca. O suposto valor que irá ser pago, por exemplo, a Cândida Pinto gerou mau estar nos corredores da Estação.

Espera-se um 2019 melhor.

 

SIC|

O MELHOR

"Casados à Primeira Vista"

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Para o bem e para o mal, colocou de novo a SIC nas bocas dos portugueses. Inovador relativamente à temática, trouxe um novo fôlego que o canal de Carnaxide precisava.

E se algumas vitórias aos domingos são dignos de registo, a liderança no horário das 19H00 é um feito.

Relembre-se que a estação era a terceira escolha do público no horário, atrás de "O Preço Certo" e o "Apanha Se Puderes". A experiência social conseguiu liderar quase desde que estreou, atirando a concorrência, muitas vezes, para bem longe.

Foi, sem dúvida, uma aposta ganha.

 

O PIOR

"Dr. Saúde"

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Uma aposta da antiga direção de programas da SIC, "Dr. Saúde" foi uma desgraça no que toca a audiências.

O formato não era péssimo, mas não funcionou. No horário das 18H00, a estação de Pinto Balsemão chegou a perder para os canais CABO.

Com a chegada de Daniel Oliveira aos comandos do canal, ainda foi testado de manhã, mas nem aí conseguiu impor-se. Terminou sem glória. Hoje, a substituta "Gabriela" lidera o horário.

 

TVI|

O MELHOR

Manuel Luís Goucha

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O apresentador merece ser o destaque de 2018. Manuel Luís Goucha carregou a TVI às costas e teve sucesso em tudo aquilo em que entrou.

Segurou as audiências do "Você na TV", mesmo sozinho, liderou e fez esquecer Teresa Guilherme em "Secret Story" e ainda conseguiu ter tempo para uns especiais de "Masterchef" e para "O Monte do Manel".

Diria que, além da TVI, Manuel Luís Goucha foi a figura televisiva do ano.

 

O PIOR

A insistência em Cristina Ferreira

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A transmissão, ainda hoje, do "Apanha Se Puderes" é o maior erro do canal de Queluz de Baixo. Insistir no cara que mudou de estação trouxe-lhe o terceiro lugar na audiências, às 19H00. A apresentadora tinha gravado programas para vários meses e a estação não quis perder o investimento. Plantou ventos e colheu tempestades.

Além disso, insistiu em "Dança com as Estrelas", um formato ligado a Cristina Ferreira. O resultado foi o mesmo. Rita Pereira, a substituta, é alvo de várias criticas, e as danças não cativam os portugueses. Até hoje, ainda não conseguiu vencer "Casados à Primeira Vista".

Pelo meio, Bruno Santos, diretor de programa da TVI, ainda foi capaz de afirmar ao jornal Público que nunca encararam "Cristina Ferreira como o rosto mais importante". Uma valente estupidez!

 

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Fátima Campos Ferreira diz adeus ao "Prós e Contras" e Cristina Esteves ao "Telejornal"

Fotografia: Fonte Desconhecida

 

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A RTP decidiu dar por terminado o programa de debate que já estava no ar desde 2002. Apostada em "renovar" a informação, a estação decidiu afastar Cristina Esteves do "Telejornal" já este fim-de-semana.

 

 

O "Prós e Contras" tem os dias contados e a decisão de o dar por terminado chegou pela mão de Paulo Dentinho. O diretor de informação do canal público informou que o programa fez o seu papel. "Cumpriu bem os seus objetivos e fez o seu caminho", revelou.

 

Já Fátima Campos Ferreira, que vê o seu programa de debate terminar a 17 de dezembro deste ano, mostra-se conformada com a decisão. "Os programas têm princípio, meio e fim", disse a jornalista.

 

Apesar do final do formato, a profissional terá em mãos um novo desafio. Será um "espaço de longa entrevista, com edição, a pessoas com património de vida", revelou Fátima.

 

Fotografia: Revista VIP

 

Por sua vez, Cristina Esteves dá por terminada a sua participação no principal informativo da estação já este fim-de-semana. O "Telejornal", segundo alguma imprensa, ficará apenas a cargo de João Adelino Faria e José Rodrigues dos Santos.

 

A jornalista passa a dividir a apresentação do "360º", da RTP3, com Ana Lourenço.

 

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Cristina Ferreira dá liderança à SIC

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A apresentadora esteve, esta segunda-feira, em entrevista ao "Jornal da Noite", da SIC. Às 21h35, a conversa com Rodrigo Guedes de Carvalho chegou aos 17,8% de audiência e 35,3% de quota de mercado.

 

 

   Cristina Ferreira protagonizou a transferência televisiva do ano e esteve, pela primeira vez, no canal de Carnaxide. No noticiário da estação, a antiga parceira de Manuel Luís Goucha fez vários esclarecimentos sobre a sua mudança.

 

   A estreia da apresentadora foi acompanhada por uma média de 15,7% de rating e 31,6% de quota de mercado, números que se convertem em  1 milhão e 523 mil espectadores em média.

 

   No mesmo horário, a TVI registou marcou 10,4% de audiência e 20,8% de share. Por sua vez, a RTP1 não foi além dos 12.1% de share.

 

 

   Na entrevista, a natural da Malveira revelou que aceitou o convite de Daniel Oliveira "na primeira reunião" e que o novo Diretor Geral de Entretenimento foi o grande impulsionador da sua transferência. Revelou ainda que "contar ao Manuel [da saída para a SIC] foi dos dias mais difíceis", afirmou.

 

   Relativamente ao ordenado que vai auferir na SIC, Cristina não falou em valores mas garantiu que não aceitou o convite por dinheiro. Referiu que quando tomou a decisão "ainda não sabia quanto ia ganhar. Sei que é muito difícil de acreditar. Não aceitei este convite por dinheiro, aliás não faz muita diferença daquilo que ganhava na TVI. Aceitei este convite pelo projeto.", acrescentado ainda que quando começou na televisão ganhava "500 euros por mês" e que teve de "trabalhar muito para passar os 2000 euros", confessou.

 

   A data do seu regresso à televisão não foi revelada. Contudo, várias notícias dão conta que só deverá acontecer no início do próximo ano.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

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Benfica dá liderança à TVI

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O jogo disputado entre o Sport Lisboa e Benfica e o PAOK foi seguido por uma média de mais de 2 milhões e 100 mil espectadores.
 
 
 
   A partida, que deu ao clube da Luz a possibilidade de disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões, registou 22,2% de audiência média e 49% de cota de mercado para a TVI. A equipa portuguesa venceu o onze grego por quatro bolas a uma.
 
 
   No mesmo horário, a SIC ficou em segundo lugar com o "Jornal da Noite" (cerca de 596 mil espectadores em média), e a RTP1 em terceiro com o "Telejornal" (cerca de 449 mil espectadores em média) e o concurso "Joker" (cerca de 372 mil espectadores em média).
 
 
   Recorde-se que a TVI conseguiu, este ano, os direitos de transmissão da liga milionária junto da Eleven Sports Portugal.
 
 
Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Raríssimo

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   A informação da TVI está mais viva do que nunca. Prova disso são as investigações que deram origem a duas reportagens que estão a dar que falar no país. Uma delas já gerou demissões e debates no Parlamento.

 

   A reportagem dá conta da utilização dos fundos da associação “Raríssimas”, por parte da Presidente, para a compra de vestidos de alta costura, um carro de gama alta, compras no supermercado, entre outros bens.

 

   Paula Brito e Costa, tal como o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, desmentiram as notícias, mas já se demitiram.

 

   Durante esta semana, o canal de Queluz está a emitir “O Segredo dos Deuses”. A investigação mostra uma rede de adoções ilegais de crianças portuguesas, por parte de bispos da IURD - Igreja Universal do Reino de Deus. 

 

   A televisão demonstra, neste caso através da TVI, o seu poder. Demonstra para aquilo que também serve. Só é pena é que estes trabalhos sejam cada vez mais raríssimos, sobretudo por falta de investimento.

 

   O “Jornal das 8” venceu as audiências em mais de 300 dias neste ano. Uma marca que, segundo o canal, não era atingida há 17 anos.

   

   Para que se tenha uma ideia mais clara, o “Jornal da Noite” da SIC venceu apenas 25 vezes e o "Telejornal" da RTP 1 venceu 16 vezes. Na terça-feira, 12 de dezembro, “O Segredo dos Deuses” registou uma audiência média 16,5% de rating e 32,7% de quota média de mercado. Este valor corresponde a um milhão e 602 mil espetadores.

 

   Claro que estes resultados se devem, também, ao facto de a estação ter encontrado a excelente alavanca que é o “Apanha Se Puderes”. O que, ainda assim, não tira mérito à informação.

 

   Continuo a preferir a informação da SIC, mas não posso deixar de elogiar este caminho da informação da TVI. Tornou-se melhor do que era. Menos sensacionalista, embora continue com alguns momentos de interesse mais questionáveis. Criou uma marca diferente daquela que tinha. Uma marca de maior confiança para o público naquilo que é noticiado.

 

   Os números não enganam. Os portugueses preferem a informação do quarto canal. A TVI merece um aplauso por isso.

 

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Regresso de Conceição Lino dá liderança à SIC

A estreia de E Se Fosse Consigo? foi o terceiro programa mais visto desta segunda-feira.

 

 

O regresso de Conceição Lino aos ecrãs trouxe bons resultados à SIC. O formato que visa alertar o público sobre os vários tipos de discriminação presentes na sociedade foi seguido por cerca de 1 milhão e 160 mil espetadores, liderando do início ao fim.

 

 

O programa, que abordou o racismo, deixou o Jornal das 8, da TVI, em segundo lugar nas audiências. O Telejornal e o The Big Picture, da RTP1, ficaram-se pelo terceiro lugar no horário das 21h00. E Se Fosse Consigo? teve ainda grande destaque nas redes sociais.

 

Recorde-se que Conceição Lino estava afastada da televisão desde que deixou o vespertino Boa Tarde para se dedicar novamente ao jornalismo.

 

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Cada coisa no seu lugar

 

 

Chamem-me "quadrado" ou o que quiserem, mas a ideia da TVI de substituir os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República, por míni concertos, em direto no Jornal das 8 de domingo, não podia ser mais descabida.

 

 

Para que serve afinal um jornal? Que eu saiba, serve para dar notícias, sejam elas mais sérias ou mais ligeiras, a quem o lê, vê ou ouve.

 

Desde que Marcelo abandonou o comentário politico, que dava a liderança indiscutível ao informativo, o canal de Queluz de Baixo ficou com uma lacuna difícil de colmatar.

 

Chegou a exibir grandes reportagens, mas maioritariamente preferiram exibir estes míni concertos com bandas ou artistas. A música é cultura e de todas as coisas más em que hoje em dia um jornal televisivo se transforma, esta será a menos má.

 

Ainda assim, existe um barreira que não deveria ser ultrapassada. A do entretenimento e a do jornalismo. Existe um sem fim de programas em que podem ser mostrados estes míni concertos, que têm qualidade, embora não sejam emitidos no formato certo.

 

Contudo, o formato que se inicia na TVI generalista dá seguimento ao programa Estúdio 24, uma parceria entre a Rádio Comercial e o canal informativo da estação, e esse sim, mesmo parecendo contraditório com tudo aquilo que estou a escrever, é um bom programa, digno de ser acompanhado.

 

Justiça seja feita, não é só a TVI que faz este tipo de eventos, também a SIC e a RTP1, mais esporadicamente, têm destas ideias. Quanto a mim, cada coisa no seu lugar.

 

Esta necessidade de prolongar os telejornais porque dão audiências com custos relativamente reduzidos está a desvirtuar o formato.

 

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Pior a emenda

Aplaudo a decisão da direção de informação da RTP: diminuir o tempo de emissão do Telejornal em 15 minutos fazendo com que o principal serviço informativo tenha 45 de duração.

 

Os canais portugueses criaram o hábito de alargar os jornais quando o importante daquilo que se passa no país e no mundo pode e deve ser resumido em 30 a 45 minutos.

 

Para os generalistas alargar os serviços noticiosos é uma boa opção em termos monetários. É mais barato que outro tipo de programação e ainda é um garante de boas audiências. O que nem sempre acontece é que as notícias apresentadas sejam realmente relevantes. A RTP deu um passo em frente e terminou com a hora de duração e fez bem!

 

Não contente com o que tinha feito, Nuno Santos, diretor de informação do canal do Estado, criou um novo programa de 15 minutos para compensar os que retirou ao Telejornal.

 

A ideia é boa. 360º é um programa cuja estreia já foi adiada seis vezes e que vai analisar, exaustivamente, a notícia mais importante do dia. Assim sendo, voltam os 60 minutos de informação seguida!

 

E porquê é que não se inseriu logo esta ideia como rubrica do Telejornal? Porque é que não se explica logo a notícia por inteiro assim que é transmitida ao espectador? Porque é que se coloca um novo pivot num novo cenário, com um novo genérico, com outros operadores de câmara e tudo mais? Para nada!

 

É assim que a RTP desperdiça tempo, dinheiro e transforma ainda uma boa iniciativa numa má solução. Como se costuma dizer: "saiu pior a emenda que o soneto".

Notícias em segunda mão

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É sabido que julho e agosto são, preferencialmente, os meses de férias dos portugueses e, por isso, o país está em "banho-maria". Graças a esse facto, o número de notícias diminui consideravelmente.

 

Se virmos os jornais televisivos portugueses podemos perceber isso. As reportagens que são emitidas à tarde, são emitidas também à noite e as da noite são emitidas na tarde do dia seguinte.

 

O problema é que não são apenas umas ou duas, aliás são bem mais que isso. As televisões portuguesas habituaram-se a esticar os seus telejornais. Se isso é difícil de o fazer em "época alta" de informação, imagine-se fazê-lo em pleno verão. Mas nem por isso os diretores de programas os encurtam.

 

Porquê? Porque, apesar de tudo, um telejornal é um produto bem mais barato do que muitos programas de entretenimento ou ficção que possam serem colocados no ar.

 

Trinta minutos chegavam para que qualquer jornal, seja da RTP, SIC ou TVI, informa-se de tudo o que se passa no país ou no mundo. Ao contrário disso, enche-se os informativos com reportagens fúteis ou repetidas, por vezes, mais do que uma vez.

 

Como hoje em dia a "crise" serve de desculpa para tudo, deve ser essa a resposta dos diretores informativos.

RTP reclama, TVI renuncia e SIC apoia

A dois de maio, no Jornal das 8 da TVI, José Alberto Carvalho apresentou as audiências do mês anterior.

 

Mostrar resultados audiométricos ou informar que se é líder pode ser presunção, mas cada um é livre de o fazer.

 

O que não me parece correto é que se continuem a apresentar resultados captados pela Marktest, empresa que deixou de o fazer oficialmente no final de fevereiro, dando lugar à GFK que iniciou funções em março deste ano.

 

Apreciando bem, o que foi noticiado pela TVI, não tem qualquer valor, já que foram apenas apresentados os resultados da empresa que já não está no ativo.

 

Foram divulgados ao público números que não valem para outros canais e anunciantes.

 

Como se tudo isso não bastasse, há ainda outra situação a apontar. Durante meses a fio a Marktest publicou audiências que davam a vitória, em quase todos os dias, aos serviços informativos da RTP1. O Telejornal era, quase sempre, o noticiário mais visto e o Jornal da Tarde, pelo menos durante os dias úteis, era também líder.

 

Com a entrada da GFK, as posições alteraram-se e, de primeiro, a informação do canal público caiu para o último lugar.

 

A RTP reclamou, a TVI renunciou e a SIC apoiou a GFK. Agora, cerca de dois meses depois, o quarto canal dá a conhecer as audiências da Marktest que colocam a sua informação em primeiro e a do canal do estado em último, atrás da estação de Carnaxide.

 

Sem mais nem menos, os resultados, que eram criticados por serem demasiado diferentes dos anteriores, passaram, agora, a ser demasiado idênticos, pelo menos neste caso. Um situação que causa alguma, senão muita, estranheza.

 

A tenda está montada e o público preparado para o espetáculo. Resta saber quem é que vai fazer figura de palhaço no circo em que toda esta situação se tornou.