Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

A CAIXA VAI MUDAR!

capa facebook.jpg

 

Muito brevemente vão haver ventos de mudança

no "A Caixa que já foi Mágica".

Fique atento!

Doze pontos sem cautela

Filomena-GI_-Gustavo-bom.jpg

 

facebooknovo.jpg

 

   É o único assunto sobre o qual me falta escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". Filomena Cautela, escolhida para apresentar o espetáculo, foi uma das grandes vencedoras desta edição pelos elogios que têm tido relativamente ao seu trabalho.

 

   Nunca conseguiu reunir a preferência da grande maioria dos espectadores. Irreverente, jovem e com um estilo muito próprio, a que nem todos estão habituados, foi sempre encarada com desconfiança e mais aceite pelo público com uma faixa etária, diria eu, abaixo dos 35 anos. Os programas pelos quais deu a cara também não a deixaram ir muito mais longe nesse campo.

 

   A própria afirmou, em entrevista à N-TV, que esta foi a primeira vez em que se tornou consensual.

 

   Não há ninguém na televisão, atualmente, que demonstre mais empenho e amor por aquilo que faz, seja na "Eurovisão" ou no "5 Para a meia-noite". A genuinidade, a boa preparação e a alegria, aliadas ao respeito por qualquer que seja o seu convidado, tornam-na especial.

 

   Se é elogiada nos dias de hoje, merece-o! É percetível o trabalho e o esforço que faz para se tornar cada dia melhor.

 

   Não tenho dúvidas de que Filomena Cautela já conquistou o seu espaço no panorama televisivo português. Também não tenho dúvidas de que se tornará numa das grandes glórias da RTP, isto se a SIC ou a TVI não a aliciarem com algo mais interessante.

 

   A cara do "5 Para a meia-noite" é a prova de que o talento não é nada se não existir muito trabalho e humildade. Parabéns!

 

 

 

facebooknovo.jpg

 

Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

coverFB_fichatecnica_V2.png

 

facebooknovo.jpg

 

   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
Leia também:

postsimples_fichatecnica_V1.png 

 
   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

29683395_1711822822216789_7712412141857166254_n.jp

 

 
 
   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

Db5OX1zXcAEG5OD.jpg

 

 
 
   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
Artigos relacionados:

postsimples_fichatecnica_V1.png

Ficha Técnica com Pedro David: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

postsimples_fichatecnica_V2.png

"Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

facebooknovo.jpg

 

 

Doces e salgados

   

facebook

 

   Recentemente, a RTP1 e a SIC apostaram em programas de culinária no horário nobre.

 

 

   "A Minha Mãe Cozinha Melhor Que A Tua" foi o formato escolhido pelo canal do Estado para as noites de sábado e marcou o regresso de José Carlos Malato ao mais importante horário das televisões. O programa consiste, resumidamente, em colocar alguém que não sabe cozinhar a receber indicações de alguém que sabe. Ao final de 25 minutos de prova aquele que não sabe cozinhar tem de dar a provar um prato aos adversários e outro à jurada Filipa Gomes, vinda diretamente do 24 Kitchen.

 

   O concurso, até agora apenas com conhecidos/famosos, tem um prémio de 1000 euros que são entregues a uma Instituição escolhida pelo vencedor.

 

   O programa é uma boa aposta da RTP. É descontraído, divertido e dinâmico. Basicamente, aquilo que se quer para um sábado à noite. A estreia fez tremer os privados e subiu os números da estação pública, mas os resultados têm vindo a piorar semana após semana. 

 

programaçaoRTP.jpg

 

 

 

 

   A SIC apostou em "Best Bakery - A Melhor Pastelaria de Portugal" para as noites de domingo, no qual Ana Guiomar se estreou como apresentadora. O programa propõe-se a escolher, tal como o nome indica, a melhor pastelaria do país, correndo-o de lés a lés para a encontrar.

 

   É um erro. Não porque seja mau ou porque esteja mal feito. Só que, para concorrer com o "The Voice Portugal" e as galas do "Secret Story", a SIC precisava de bem mais. Isto porque lhe falta ritmo, falta-lhe drama, falta-lhe suspense, falta-lhe tudo o que a concorrência tem. Aliás, este formato faria muito mais sentido na RTP. Foi mais um tiro no pé do canal de Carnaxide que se afasta, cada vez mais, da concorrência aos domingos à noite. 

 

   Uma última nota positiva para Ana Guiomar que está a fazer um brilharete como apresentadora.

 

programaçaoSIC

 

   Em suma, os canais generalistas renderam-se a mais dois dignos programas culinários. Os resultados é que não estão a ser doces, sobretudo para a SIC.

 

facebook

 

Novidades em setembro

  O "A Caixa que já foi Mágica" regressa em setembro. Depois da pausa para férias, o blog volta com uma nova imagem e novas rubricas.

 

  Fica a conhecer as novidades:

 

 

foradoretangulo.jpg

 

  Geometricamente falando, Portugal é mais parecido com um retângulo, isso todos sabemos. O que não sabemos, muitos vezes, é aquilo que se passa fora dele. Algumas novidades da televisão internacional vão passar por aqui.

 

 

lembrastedisto.jpg

 

 

  Quantas vezes, em conversa, não recordamos programas, novelas, séries ou personagens? No "Lembras-te disto?" vamos recordar tudo aquilo que tornou a televisão na "caixa mágica".

 

 

pagaparaver.jpg

 

  Já poucos lares em Portugal não têm televisão paga. No "Paga para ver" será colmatada uma falha do blog. Os canais por Cabo terão mais destaque.

 

 

estreiadomes.jpg

 

  Algumas das novidades da televisão portuguesa vão merecer destaque como a "Estreia do mês"Qualquer programa, novela, série ou filme terá lugar nesta rubrica.

 

  Além das novidades, as habituais crónicas e notícias são para manter. Também o Top 5 das audiências será atualizado diariamente na barra lateral do blog.

 

  Já sabes, em setembro, há mais na "caixa"!

 

facebook

 

 

 

 

 

Fim do aumento do volume na publicidade televisiva

 

 

 

A partir desta quarta-feira, 1 de junho, as televisões passam a regular o volume da publicidade.

 

 

 

 

 

Quantas vezes baixou o som da sua televisão quando o programa a que esteve a assistir foi para intervalo ou terminou? Descanse, isso vai acabar ou, pelo menos, melhorar.

 

A partir de hoje, as televisões têm de regular a diferença sonora entre programas e a publicidade. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) divulgou , em comunicado, que em fevereiro deste ano foi aprovada uma diretiva sobre os “parâmetros técnicos de avaliação da variação do volume sonoro na difusão de publicidade nas emissões televisivas”.

 

O motivo desta decisão deveu-se a um estudo realizado por uma empresa de consultores em engenharia acústica e controlo de ruído, a pedido da ERC, que concluiu que “a inconsistência dos níveis sonoros revela-se como uma das mais frequentes causas de incómodo apontadas pelos espectadores de televisão”.

 

O incumprimento das novas regras equivale a uma contra-ordenação considerada grave, com as coimas a variarem entre os 20 mil e os 150 mil euros.

 

facebook

 

 

Pedro Granger em exclusivo: " Para o fim do Verão talvez volte à televisão"

No

 

Aos 32 anos Pedro Granger conta já com uma longa carreira na representação e apresentação de programas de televisão. Nos últimos anos esteve ligado à ficção e entretenimento da TVI mas, em 2011, protagonizou uma das grandes surpresas do mercado de transferências televisivo. Quando se especulava que pudesse mudar-se para a SIC, o ator surpreende e torna-se no apresentador da 3ª. edição de O Elo Mais Fraco na RTP. A 22 de maio vai fazer, pela primeira vez, os comentários ao Festival Eurovisão da Canção mas antes, responde ao Perguntas na Caixa.

 

ACM.: Como está a ser a experiência de comentar o Festival Eurovisão da Canção a poucos dias de partir para o Azerbeijão, país onde se realiza este ano o certame?

 

PG.:Comentar e fazer quase trinta reportagens para vários programas da RTP! Está a ser uma experiência ótima. Dá mais trabalho do que pensei, mas tem sido muito divertido. Para já estive a escrever os textos, a fazer pesquisas dos vários países e artistas a concurso, as canções que vão cantar, dados estatísticos de votações, curiosidades e a história do Azerbeijão e concretamente de Baku (capital do país).

 

ACM.:Tem algum país preferido neste Festival?

 

PG.:Vários e por razões diferentes. Tal como no ano passado, porque mandam os mesmo artistas outra vez como os Jedward. Acho graça à Irlanda, a Eslovénia tem uma música forte, à semelhança da Sérvia, Espanha apresenta uma voz poderosíssima, a Itália uma música muito cool, a Alemanha uma música muito boa composta pelo Jamie Cullum e a Islândia também tem uma música muito forte.

 

ACM.:Eládio Clímaco confidenciou a este blog que nunca acreditou que Portugal pudesse vencer a Eurovisão nos anos em que comentou. Enquanto espectador, alguma vez acreditou na vitória?

 

PG.:Gosto muito do Eládio, aliás, convidei-o e fomos almoçar à duas semanas. Estive a ouvi-lo falar das várias experiências “eurovisivas” que teve. Acho que devemos aprender com os mais velhos e com quem tem mais experiência que nós. O Eládio é o “Homem Eurovisão”. Quanto ao facto de um dia podermos ganhar ou não: é cada vez mais difícil porque os países do leste europeu são muitos e muito unidos entre si a votar, mas acredito que com vontade tudo se consegue.

 

ACM.:As gravações de O Elo Mais Fraco já terminaram. Depois do Festival, o que vai fazer profissionalmente?

 

PG.:Agora, para o Verão, tenho uma projeto de cinema, umas galas para apresentar e dobragens de um filme de animação. Para o fim do Verão talvez volte à televisão.

 

ACM.:Prefere a representação ou a apresentação de programas?

 

PG.:Prefiro fazer bons projetos sejam eles em que áreas forem. Sou ator e apresentador, gosto muito das duas coisas. Já houve projetos de ficção que adorei fazer e outros que nem por isso. O mesmo se passou com projetos de apresentação.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?

 

PG.:Claro que sim! Cada vez mais. São tantas as possibilidades e escolhas hoje em dia; são tantas as histórias paralelas em torno dela: como o controlo da informação, disparates da nova medição de audiências, esquemas de compras e vendas. Nunca foi tão mágica. Era preciso ser um verdadeiro Harry Potter para saber verdadeiramente com esta “caixa” que pode ser maravilhosa, já foi mais do que hoje em dia, e que mudou o mundo.

Manzarra desilude?

Na edição da última semana de Abril de uma conhecida revista de televisão, TVGUIA, o chefe de redação e um comentador, escreveram sobre João Manzarra.

 

O primeiro, Paulo Abreu, afirma que o apresentador, na sua terceira edição de Ídolos, "raramente faz a diferença". Acrescenta ainda que Manzarra precisa de trabalhar no "duro e inovar", para conseguir conseguir ser uma apresentador à "séria" como "Goucha, Malato ou Jorge Gabriel".

 

Já o comentador de televisão e antigo repórter de entretenimento da SIC, Carlos Dias da Silva, diz que espera mais do que "aquele ar de contentinho que tem quase sempre(...) é preciso evoluir, senão...".

 

O jovem abandonou a SIC Radical e tornou-se no mais promissor apresentador de televisão da atualidade, o pior é que muitos quiseram colocá-lo num pedestal e aumentar o seu valor como se não tivesse ainda um longo caminho pela frente. João não pode ser, sequer, comparado a Manuel Luís Goucha, José Carlos Malato ou a Jorge Gabriel.

 

A idade que tem não lhe permite, ainda, ter um registo diferente daquele que coloca em prática e, é por isso, que os desafios que lhe são entregues são sempre, ou quase sempre, programas mais leves e divertidos.

 

Como pode Manzarra evoluir se o que se pede, em Ídolos, por exemplo, é o registo que sempre teve? Este mesmo registo não deixa lugar a grandes inovações ou mudanças de atitude.

 

Uma das tarefas mais difíceis que o apresentador teve, e que provavelmente poucos se aperceberam, foi a segunda edição de Chamar a Música, anteriormente apresentada pelo inigualável Herman José. Fazer esquecer o "grande artista" era difícil e ele fê-lo melhor que ninguém.

 

Quando João Manzarra tiver outro desafio que não o estilo de formatos que tem apresentado, aí sim, terá de evoluir; quando começarem as galas em direto do programa de música do canal de Carnaxide, aí sim, terá de mostrar que trabalhou para melhorar.

 

Enquanto isso, não passa de uma promessa da apresentação e só desilude quem acreditou que este fosse já um grande apresentador.

 

Post corrigido às 17H41 - 28/04/2012

Top TV - O melhor e o pior da televisão portuguesa

 

O Top TV regressa para lhe dar conta do que de melhor e pior aconteceu na televisão portuguesa na semana que passou. Leia aqui!

Obrigações da crise

A crise toca a todos e as televisões não são excepção. Desde o início deste ano que a SIC estreou um novo espaço de televendas nas manhãs do canal, antecedendo As Cartas da Maya - O Dilema.

 

SIC Boutique é o nome do espaço que, até então, era apenas característico das madrugadas da televisão portuguesa. Esta é, obviamente, um má notícia.

 

A qualidade da televisão em Portugal está a baixar consideravelmente e este é um bom exemplo disso. Ainda assim, não se pode culpar o canal de Carnaxide de o fazer. Mesmo apesar de ter cometido erros graves de esbanjamento de dinheiro num passado recente, algo que continua a acontecer em certas situações mas em muito menor escala, a verdade é que a publicidade está muito mais repartida e os valores cada vez mais baixos.

 

Um canal privado serve para dar lucro, se isso não acontecer, não faz sentido que esteja em funcionamento. Com a crise que o país atravessa, a estação de Pinto Balsemão foi quase obrigada a tomar esta opção.

 

Se não o fizesse, a qualidade que resta à SIC, iria deixar de existir e isso seria bem pior. SIC Boutique é o pior que podia ter acontecido na televisão em Portugal, mesmo assim é um mal necessário.