Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Festival dos Segredos

 

Finalistas_2Semifinal-860x507.jpeg

 

facebooknovo.jpg

 

    A "Casa dos Segredos" estreou recentemente e, nem por sombras, conseguiu ser tão polémica como está a ser o "Festival da Canção 2018". O objectivo de um é o que o outro menos deseja.

 

   Entre acusações de plágio, falhas técnicas, falhas nas votações, intrigas e mexericos entre jurados ou participantes, há de tudo no certame da RTP.

 

   Isto leva-me, mais uma vez, ao assunto do momento. As redes sociais, com a ajuda dos vários órgãos de Comunicação Social que não têm nenhum interesse no "Festival" a não ser que este lhes consiga dar cliques e dinheiro, conseguiram fazer uma "vítima".

 

   Diogo Piçarra foi acusado de plágio pela sua "Canção do Fim". Defendeu-se, erradamente, afirmando que "a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas". Acrescentou também que desconhecia a música "Abre Os Meus Olhos", uma vez que nasceu "em 1990" e a canção data de 1979.

Diogo, eu nasci em 1989 e conheço a "Desfolhada", de 1969, de trás para a frente.

 

   A RTP nunca se pronunciou sobre o assunto, até ao momento em que o cantor fez saber que dava por terminada a sua participação. Até maio, iria ser achincalhado, gozado e, muito provavelmente, perder os "direitos de autor" da música. Sim, há uma grande diferença entre plágio e a perda de autoria.

 

   A estação do Estado fez muito mal. Ou defendia imediatamente o cantor ou o desqualificava. Esperar que Piçarra se chegasse à frente é incompreensível e desonesto.

 

   O artista fez o que devia e o que podia fazer. 

 

   Com tudo isto, as favas contadas deixaram de o ser. Cláudia PascoalJaneiro e Peu Madureira estão na corrida à vitória. Vitória essa que pertencia, com uma certeza absoluta, a Diogo Piçarra. Qualquer um deles será um digno vencedor, mas será sempre uma vitória às custas de uma desistência. Nenhum deles merecia tal rótulo e essa aura só passará, caso a vencedora consiga um boa posição no "Festival Eurovisão da Canção". Um lugar razoável seriam os primeiros 15 lugares e um bom resultado seria situar-se entre os 10 primeiros. 

 

   A crueldade das redes sociais e a sede de visualizações/cliques/leitores por parte da imprensa, canais de televisão e rádios tornaram o "Festival da Canção" num circo dos horrores, capaz de prejudicar a imagem de uma televisão, de um certame com anos de história e dos seus intervenientes. 

 

   O seu a seu dono. Deixem as polémicas para o "Secret Story". É para isso que ele serve.

 

facebooknovo.jpg

 

Saiba o que lhe reserva a televisão no final do ano

facebooknovo.jpg

 

fim-do-ano-pousada-de-lisboa.jpg

 

   

As principais televisões deram a conhecer aquilo que vão transmitir na última noite de 2017. Apenas a RTP 1 vai estar em direto, SIC e TVI apostam em programas gravados.

 

 

   De uma forma ou de outra, o teatro e a representação vão reinar nos três canais generalistas na passagem de ano. A estação pública inicia a noite com a comédia "Noivo Por Acaso", protagonizada por Fernando Mendes. Às 23H00, Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves vão estar em direto do Terreiro do Paço, em Lisboa, para um especial do programa "5 Para a Meia-Noite".

 

   Também a SIC vai apostar em teatro. Desta feita, João Baião entra em cena com "Volta ao Mundo em 80 Minutos", de Filipe Lá Féria. Na plateia vão estar várias figuras bem conhecidas do universo do canal de Carnaxide, num especial de fim de ano.

 

   Por sua vez, a TVI aposta em "A Tua Cara Não Me É Estranha". Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira vestem-se de gala para receber vários convidados numa noite repleta de imitações. 

 

   Pedro Teixeira, Rita Pereira, Sofia Ribeiro, Mónica Jardim, Isabel Silva, Maria Sampaio, David Antunes, Sérgio Rossi, Darko, Melânia Gomes, Mico da Câmara Pereira, Toy e FF são os nomes que vão subir ao palco do programa.

 

   Ana Malhoa, Virgul, Nélson Freitas e os Calema também vão atuar, embora sem imitações.

 

facebooknovo.jpg

 

A mudança está a chegar

 

facebook.jpg

 

devices.png

 

 

   Passou quase um mês desde a última vez que escrevi aqui no blog. Confesso que não tenho visto muita televisão. Talvez seja um problema meu, ou então não.

 

   Os canais portugueses têm apresentado muito poucas novidades e, as que o dizem ser, não o são verdadeiramente. Não vejo novelas neste momento e não sigo qualquer programa.

 

   Talvez passe os olhos, com mais frequência, pelo "Cá Por Casa" de Herman José, ou então pelos programas de domingo à noite. Nesse campo, tenho de mencionar que o "The Voice Portugal" começa a perder qualidades. Quanto a mim, está tornar-se enfadonho ou então precisa mesmo de uma pausa mais prolongada.

 

   O "Vale Tudo" está com muito pouca piada. Não percebo como é que a SIC, que tem os melhores atores do Teatro de Revista da atualidade no seu leque de estrelas, não os utiliza num programa desta índole. Falo, por exemplo, de Marina Mota, Maria João Abreu, José Raposo ou João Baião. Em vez disso colocam como concorrentes, com todo o respeito, pessoas como a Dânia Neto ou a Cleia Almeida que não conseguem ter piada porque não é esse o seu ramo.

 

 

   Quantos aos especiais do "Apanha Se Puderes", da TVI, não é o entrenimento que ser quer ao domingo e correram também o risco de desgastar o formato.

 

   Talvez ande distraído mas, cada vez mais, os canais generalistas estão a perder força por não se saberem situar e mudar. Acredito que, tal como eu, muitos jovens já passem muito pouco do seu tempo a olhar para a RTP, a SIC ou a TVI.

 

   Conto-vos que me entregrei de corpo e alma, talvez tardiamente, a "Game of Thrones". Nos últimos meses, a minha televisão tem-se ligado para recuperar o tempo perdido. Vou na 5ª. temporada e não consigo parar. Sou mais um dos que prefere ver o que quer, à hora que quer e da forma como quer.

 

   Os tempos estão a mudar rapidamente e os canais generalistas têm de estar mais atentos. "O inverno está a chegar"!

 

facebook.jpg

 

"Paixão" VS "A Herdeira"

   

facebook.jpg

 

1024.jpg

 

 

   A SIC e TVI lançaram as suas principais apostas na área da ficção. Nas audiências, nestas primeiras semanas, "A Herdeira" não deu hipótese a "Paixão".

 

   A novela do canal de Queluz é líder incontestável de audiências, relegando a trama da estação de Carnaxide para um segundo plano bem longínquo.

 

   A verdade é que o fio condutor da história da TVI é bem mais denso e muito menos banal. É verdade também que já tudo, ou quase tudo, foi feito em televisão. O que existe é a possibilidade de alterar ou contar de outra forma. Foi o que fez Maria João Mira, a autora. Há quanto tempo a comunidade cigana não era retratada na ficção portuguesa?

 

   Claro que a ideia não é nova. "Explode Coração, emitida pela SIC, foi uma dos maiores sucessos de todos os tempos em Portugal. A novela da TV Globo contava a história de Dara, uma cigana, que se apaixonou por um homem que não pertencia à sua etnia.

 

   Aliado a esta "falsa" novidade, está um primeiro episódio explosivo, embora com algumas falhas. Destaque ainda para aquele que é um dos melhores genéricos realizados em Portugal nos últimos anos.

 

 

 

   Do outro lado temos "Paixão", com um banalíssimo fio condutor: um homem, injustamente preso, regressa anos depois com sede de vingança e encontra o amor da sua vida com outro homem. Mais tarde, descobre também que tem uma filha dessa mulher que ainda ama. Pelo contrário, ela odeia-o por achar que ele matou o seu pai.

 

   Ao contrário da novela da TVI, o primeiro episódio foi bem mais fraco. O momento mais empolgante foi, talvez, o pai da protagonista a cair de uma varanda e todo o drama que se fez à volta dessa situação. Contrastando, e muito, com uma cena de tiroteio numa festa, no México, em "A Herdeira".

 

   As contas são fáceis de fazer. No confronto direto, "A Herdeira" venceu sempre "Paixão". A trama da TVI conta, habitualmente, com mais de cerca de 200 a 300 mil espetadores que a novela da SIC.

 

   Daqui para a frente, muito dificilmente haverá uma inversão de resultados. Resta ao terceiro canal acertar na mouche na substituta e sobretudo esperar que a estação de Queluz de Baixo falhe na próxima escolha.

 

facebook.jpg

 

Que se faça poucas vezes, mas que se faça as vezes necessárias

facebook.jpg

 

28358671_27062017PEDROROCHA0016-741x486.jpg

 

   Este é um breve comentário àquilo que se passou, esta terça-feira, no Meo Arena. Debruço-me, obviamente, sobre as televisões que se juntaram, pela primeira vez, para uma emissão conjunta e solidária. O objetivo era só um: ajudar as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande.

 

   Queria dormir cedo, mas não consegui. O "Juntos Por Todos" foi um momento belíssimo de compaixão, entreajuda e de esperança. Dormi menos, mas dormi melhor.

 

   Foi bonito ver as caras de todas as televisões juntas por uma missão. Sem rivalidade. Tal como foi bonito ver que os três canais abdicaram de espaços de publicidade em pleno horário nobre. 

 

   Apesar da transmissão conjunta, cada canal teve os seus próprios comentadores e entrevistados. É aqui que destaco a TVI. Que me tenha apercebido, foi a única estação a estar em direto de Pedrogão Grande. Isso deu outra perspetiva à emissão e, também por isso, conseguiu liderar as audiências. Algo que pouco interessa porque, nesta noite, todos ganhámos.

 

   Destaco os dois momentos do espetáculo que mais me marcaram: a incrível prestação da fadista Carminho e o coro que se juntou a Salvador Sobral quando se cantou "Amar Pelos Dois".

 

   Que eventos como este se repitam e não só quando existam desgraças. Caso contrário, que se faça poucas vezes, mas que se faça as vezes necessárias.

 

Lê também:

Mais de 2 milhões estiveram "Juntos Por Todos"

 

facebook.jpg

 

Ficha Técnica com Pedro David: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

facebooknovo.jpg

 

coverFB_fichatecnica_V1.png

 

   Pedro David é um dos quatro locutores da TVI. Muito provavelmente, a grande maioria de nós conhecerá a sua voz, mas poucos saberão quem é.

 

    Está no canal de Queluz de Baixo desde 2007, embora tenha iniciado a carreira na Rádio. Jornalista de formação, começou na Nacional FM seguindo-se a Rádio Renascença. Já no Grupo Media Capital, juntou ao currículo a Rádio Nostalgia, a Mix Fm, o Rádio Clube Português, a M80, a Cidade Fm, a Romântica Fm e a Best Rock. Antes de se mudar para a televisão, trabalhou para a Rádio Comercial.

 

   Além da sua função no canal que lidera as audiências em Portugal, Pedro é também DJ.

 

   Em entrevista ao "Ficha Técnica", revela o seu percurso profissional, fala das exigências do seu trabalho e confessa um dos seus grandes desejos profissionais.

 

   A entrevista está dividida em duas partes. Podes ler a segunda parte já amanhã.

 

18121809_879121828893610_6177876555538998495_o.jpg

 

 

   A Caixa que já foi Mágica.: Trabalhava na rádio e depois mudou-se para a TVI. Como surgiu o convite? 

 

   Pedro David.: Eu trabalhava na Rádio Comercial quando fiquei a saber da existência de duas vagas para Locutores na TVI. Embora o Grupo fosse o mesmo, as empresas eram diferentes e por isso tive que me candidatar como qualquer outra pessoa.

Em junho de 2007 recebi um telefonema no qual me informaram que tinha sido escolhido para uma das duas vagas. Mantive-me na Rádio como Jornalista e iniciei, em paralelo, a função de Locutor em julho do mesmo ano.

Foi um período alucinante. Em agosto inaugurei uma Croissanteria no Entroncamento. A par de tudo isto, estava ainda a dar formação de “Dicção de Rádio” nas instalações da ARIC (Associação de Rádios de inspiração Cristã), em Fátima. Estava ainda a gravar um projecto piloto de 13 programas para a RTP e tinha a agenda cheia como DJ.

Foi um ritmo alucinante de trabalho que mantive até 2009.  

 

   

   ACQJFM.: Quais são as suas principais tarefas?

 

   PD.: Na TVI, a principal função é a da criação de textos e a respetiva locução nos genéricos dos programas e telenovelas. Tenho de deixar o espetador “colado” à TV enquanto não entra a publicidade. É como quem deixa um convite por voz para que  se continue do outro lado e na nossa companhia. Depois, no decorrer dos programas, criamos as frases (tickers) que passam em rodapé, informando o que vai ser transmitido a seguir.

 

   

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades na sua profissão?

   

   PD.: Para mim, a maior dificuldade é criar um texto sempre mais apelativo e que desperte a curiosidade do espectador em relação ao último que fiz. O tempo é curto e a imaginação tem que funcionar.

Depois é ter segurança no que vamos dizer e da forma como passamos a mensagem. Não pode parecer ruído para quem nos ouve, mas sim uma voz amiga e familiar que todos os dias entra pela casa das pessoas, sem pedir autorização.

 

   

   ACQJFM.: Qual foi a situação mais complicada pela qual passou? E a mais caricata?

 

   PD.: O trabalho que fazemos é em direto. Houve um dia em que preparei o texto poucos minutos antes de ir para o ar e, no momento de mandar imprimir para ir para estúdio, a impressora encravou. Conclusão, fui para estúdio só com o texto em mente, mas o cansaço é uma arma inimiga da perfeição.

Quando a luz “ON AIR” acendeu, a minha memória apagou-se e daí para frente, os 45 segundos que tinha para falar, transformaram-se em 45 minutos. Parecia que nunca mais acabava o "off" e eu esqueci-me dos nomes dos programas que iam dar ao serão e até do programa que estava a terminar.

Então ficou qualquer coisa como isto: “Boa noite, este programa terminou, já a seguir a TVI preparou outro programa no género e mais tarde veja mais programas que a TVI preparou para esta noite da semana ( nem o dia me lembrava). Tenha uma boa noite com a programação da TVI “.

 

 

 

 Leia também:

postsimples_fichatecnica_V2.png

 "Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

 

   ACQJFM.: A sua voz é muito característica. Sente que teve sorte e, por isso, chegou ao lugar onde está ou a sorte trabalha-se?

   

   PD.: Quando comecei na Rádio, a 20 de Fevereiro de 1990, falava pelo nariz e a cantar. Tinha a mania que era locutor e apenas tinha conhecimento daquilo que ouvia na antiga Radio Press, hoje TSF. Ouvia muito essa rádio e imitava o José Coimbra. Os anos e a insistência em ouvir o que fazia mostraram-me o que realmente era inaudível e o que estava errado. Tentei e aprendi a ser mais natural e foi aí que percebi que tinha algum potencial na voz. A partir dessa altura, pesquisei, ouvi, treinei e, acima de tudo, ganhei muito respeito pela minha voz.

 

 

18157387_879121832226943_5401993001060418516_n.jpg

 

 

   ACQJFM.: Sendo a voz a sua principal ferramenta de trabalho, que cuidados tem?

 

   PD.: Confesso que não tenho muitos, mas há algumas coisas que evito fazer. Por exemplo, alterações bruscas de temperatura, beber água muito gelada, apanhar correntes de ar e comer alimentos muito quentes. À margem disto, não fumo e só bebo bebidas alcoólicas ocasionalmente por uma questão social.

 

 

   ACQJFM.: Como é que trabalha e treina as cordas vocais? É um trabalho idêntico ao de um cantor, por exemplo, ou algo mais específico?

 

   PD.: Tenho uma preocupação rotineira. Antes de iniciar um "off" ou um trabalho vocal, aqueço os 13 músculos da boca que interferem com o desempenho da dicção e das cordas vocais. Faço dois exercícios fundamentais durante dois a três minutos antes de falar para o "AR". São exercícios que ensino aos alunos das minhas formações. São truques que eles fazem e o resultado é imediato e notório.  

 

 

 

 

Leia a segunda parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

postsimples_fichatecnica_V2.png

 

 

facebooknovo.jpg

 

 

 

  

"Ficha Técnica - Dar rosto aos nomes" estreia amanhã

facebook.jpg

 

coverFB_fichatecnica_V2.png

 

   

   "Ficha Técnica" é a nova rubrica do "A Caixa que já foi Mágica". A televisão faz parte das nossas vidas e, apesar de a Internet lhe roubado espaço, todos nós, muito ou pouco, damos atenção ao que nela se passa.

 

   Conhecemos os rostos que aparecem à frente das câmaras, sejam eles apresentadores, jornalistas, atores, comentadores, entre outros. Ainda assim, não conhecemos aqueles que estão por trás delas. São muitos, com as mais variadas profissões, mas todos com a missão de fazer chegar o melhor ao nosso ecrã. Para nós, espetadores, não passam de nomes. Os nomes que passam a "correr" na ficha técnica no final de cada programa. 

 

   Neste novo espaço, os nomes vão passar a ter rosto. Será um espaço de entrevista àqueles que fazem televisão e uma interessante viagem pelos bastidores.

 

   Tiago Brochado, realizador de televisão da BTV, é o primeiro rosto do "Ficha Técnica". Em entrevista, revela que o momento mais difícil da carreira foi gerir as emoções no jogo em que Miklós Fehér, jogador do Sport Lisboa e Benfica, morreu. Tiago estava lá, atrás da câmaras.

 

 

O logotipo do "Ficha Técnica" é da autoria do designer Marco Almeida.

 

facebook.jpg

 

"Paga para ver" - O que veem os portugueses na televisão paga?

facebook

 

pagaparaver

   

   Três em quatro lares portugueses têm serviços de televisão paga, segundo dados do mais recente Barómetro de Telecomunicações da Marktest.

 

   A verdade é que, cada vez mais, se lê e se ouve que os portugueses estão a alterar os seus hábitos televisivos. Que veem mais séries ou mais filmes, preterindo as novelas. Que já começam a preferir os canais pagos em relação aos canais de sinal aberto. 

 

   Talvez esteja tudo certo, ou talvez não. Sabes o que é que os portugueses pagam para ver?

 

   De 12 a 25 de setembro, novelas, filmes, desenhos animados, debates futebolísticos e uma partida de Hóquei em Patins foram os programas com maior destaque a entrar num conjunto de 20 mais vistos.

  

 MaisCupão - Número em Portugal em códigos de descontos online

 

   

   O filme "Os Mercenários 2", emitido pelo canal Hollywood, foi líder de audiências na semana de 12 a 18 de setembro e o jogo de Hóquei em Patins disputado entre o SL Benfica e o FC Porto, emitido pela TVI24, alcançou o pódio na semana seguinte.

 

 

 

   As novelas são também líderes na televisão paga. "Os Dez Mandamentos - Nova Temporada", da TV Record, e "A Escrava Isaura", da mesma televisão mas emitida p´la CMTV, são as mais vistas em Portugal. A repetição de "Morangos com Açucar III", no Panda Biggs, e "Êta Mundo Bom!", da Globo também figuram no "top".

 

 

   MaisCupão - Número em Portugal em códigos de descontos online

   

 

   Os debates sobre futebol também não ficam de fora. "Prolongamento" e "Mais Bastidores", da TVI24, juntam-se ao "Play-Off" e ao "Dia Seguinte" da SIC Notícias no segmento dos mais vistos.

 

 

   

   O Panda é dono e senhor dos "Top 20" semana após semana. É o canal que mais programas coloca no ranking. Entre eles destacam-se os seguintes: "Patrulha Pata", "Ruca", "Dora e os amigos na cidade", "Masha e o Urso", entre outros. Na secção dos desenhos animados, o Disney Junior e o Disney Channel também conseguem figurar na lista.

 

   Em duas semanas, nas contas dos mais vistos da televisão paga, não há séries, não há talent ou reality-show´s, não há culinária, não há noticiários, não há documentários e filmes apenas três.

 

   Os hábitos televisivos dos portugueses estão assim tão diferentes? Acho que não!

facebook

 

   

  

  

Novidades em setembro

  O "A Caixa que já foi Mágica" regressa em setembro. Depois da pausa para férias, o blog volta com uma nova imagem e novas rubricas.

 

  Fica a conhecer as novidades:

 

 

foradoretangulo.jpg

 

  Geometricamente falando, Portugal é mais parecido com um retângulo, isso todos sabemos. O que não sabemos, muitos vezes, é aquilo que se passa fora dele. Algumas novidades da televisão internacional vão passar por aqui.

 

 

lembrastedisto.jpg

 

 

  Quantas vezes, em conversa, não recordamos programas, novelas, séries ou personagens? No "Lembras-te disto?" vamos recordar tudo aquilo que tornou a televisão na "caixa mágica".

 

 

pagaparaver.jpg

 

  Já poucos lares em Portugal não têm televisão paga. No "Paga para ver" será colmatada uma falha do blog. Os canais por Cabo terão mais destaque.

 

 

estreiadomes.jpg

 

  Algumas das novidades da televisão portuguesa vão merecer destaque como a "Estreia do mês"Qualquer programa, novela, série ou filme terá lugar nesta rubrica.

 

  Além das novidades, as habituais crónicas e notícias são para manter. Também o Top 5 das audiências será atualizado diariamente na barra lateral do blog.

 

  Já sabes, em setembro, há mais na "caixa"!

 

facebook

 

 

 

 

 

Rádio na televisão

segsxhg

 

 

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Rádio, a SIC Caras passou a emitir o programa Café da Manhã, da RFM.

 

Quando li a notícia desta parceira pensei: "olha aqui está uma boa ideia.", não conhecendo ainda os moldes em que seria feita a transmissão televisiva do formato apresentado por André Henriques, Joana Cruz e Mariana Alvim

 

 

Sei que o programa tem de estar focado na rádio, é para isso que ele serve, mas pensei que tivesse uma ligação maior à televisão.

 

Enganei-me! O Café da Manhã, na SIC Caras, não passa de uma câmara de televisão estática a filmar o que se passa no estúdio da RFM. Pelo meio surge a Rita Andrade a fazer uma espécie de ponte entre o canal e a rádio o que, por si só, não torna a parceria melhor. 

 

Já aqui o referi, acredito que seja difícil deixar de centrar um programa específico e líder de um horário nas rádios e torná-lo num programa de televisão. Só não precisava de ser uma emissão tão literal e vazia. 

 

Ninguém vê algo que está feito apenas para ser ouvido.

 

Faça "like" na página do blog no Facebook e não perca os próximos artigos!