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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Globos de Ouro" registam pior audiência de sempre

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A gala transmitida, este domingo, pela SIC foi vista por uma média de  678 mil espectadores.

 

 

   A "XXIII Gala dos Globos de Ouro", apresentada pela primeira vez por César Mourão, não foi capaz de se impor perante a concorrência. A gala do ano, como o canal de Carnaxide a intitula, só conseguiu vencer nos seus últimos 30 minutos de exibição, já para lá da meia-noite, altura em que José Cid recebia o globo de Mérito e Excelência. Até lá, a TVI liderou no horário nobre, seguida pela RTP. A SIC ficou em terceiro.

 

   Em números, a iniciativa do terceiro canal e da revista Caras, não foi além dos 7% de audiência média e dos 19,7% de quota de mercado. Recorde-se que em 2016, os 8,6 % de rating e os 26,5% de share já tinham sido um dos piores valores da história da cerimónia.

 

    Apesar de ter tido a gala menos vista, o "Secret Story 7" liderou o horário com 10,7% de audiência e 23,4% de quota de mercado, o que corresponde a 1 milhão e 39 mil espectadores, em média.

 

   A final do "Got Talent Portugal" vice-liderou no horário nobre de domingo. O formato de talentos apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Fernandes conseguiu conquistar 806 mil espectadores, o que significa 8,3% de audiência média e 20,1% de share.

 

   Já durante a tarde a liderança não escapou à RTP1 que teve na "Taça de Portugal" o formato mais visto de 20 de maio.

 

   A derrota do Sporting CP frente ao Desportivo das Aves registou 18,1% de audiência média e 50% de quota de mercado. O feito inédito do clube de Vila das Aves foi seguido por uma média de 1 milhão e 789 mil espectadores.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Quando o melhor da SIC continua a vir da Globo

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   Durante anos a SIC alicerçou a sua programação em produtos oriundos da TV Globo. Graças às novelas vindas do Brasil, conseguiu tornar-se no canal português mais visto e garantir audiências que seriam impensáveis nos dias de hoje. 

 

   Os tempos mudaram e o canal de Carnaxide optou, e bem, por procurar um caminho diferente. Apostou na produção nacional e fez o seu caminho até obter qualidade suficiente para conseguir liderar.

 

   Ao longo dos anos as novelas brasileiras foram perdendo espaço na grelha de programação da SIC, mesmo que num passado recente, por exemplo, "Avenida Brasil" ou "Amor à Vida" tenham conseguido liderar sobre a forte concorrência da TVI. Além do espaço que perderam, foram muitas vezes desprezadas. Hoje em dia, só há uma produção da Globo no ar, sendo ela emitida já bem perto da meia-noite.

 

   É verdade que até a gigante cadeia de televisão brasileira sofre as suas crises, mas "O Outro Lado do Paraíso" é o maior sucesso dos últimos anos cá e lá.

 

   A base da história é uma vingança, fio condutor já utilizado em inúmeras produções, a diferença é a forma cuidada e extraordinariamente bem conseguida de como foi introduzida. Aliado a isso, junta-se ainda a forma exemplar e cativante de como se desenrolam todos os núcleos da novela. 

 

   "O Outro Lado do Paraíso" é, durante a semana, o único programa da SIC capaz de vencer a concorrência de forma sistemática  e é ainda o programa que melhor quota de mercado garante para a estação.

 

   Todos os bons resultados conseguidos por uma produção brasileira são mérito próprio. Há muito tempo que a estreia de uma história vinda do país irmão chega sem poupa nem circunstância, com fraca promoção e em horário tardio.

 

   Não tenho dúvidas de que a vingança protagonizada por Clara (Bianca Bin) é a melhor novela a passar em Portugal atualmente. A SIC deve seguir o seu caminho, só não deve renegar aquilo que ainda lhe dá alegrias.

 

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A Goucha o que é de Goucha

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   A 7ª. edição do "Secret Story" não é um sucesso. Vence aos domingos, com uma cada vez mais uma curta distância para concorrência, vence no dia das "Nomeações", não muito longe de "Espelho D´Água" e, esporadicamente, lidera nos especiais emitidos ao longo do dia.

 

   Basicamente, o programa vence nos horários onde a TVI já vencia e os melhores resultados surgem nos momentos em que Manuel Luís Goucha está presente. A atravessar uma das melhores fases da sua carreira, o apresentador é, por si só, um captador de audiências.

 

   O "Secret Story" está gasto. A TVI e a Endemol, rainhas e senhoras do formato reality-show, estagnaram. Parece que já tudo foi inventado. Ambas esforçaram-se por fazer mais, mas nem sempre mais é sinónimo de melhor.

 

   É por estas razões que Goucha merece uma vénia. Com uma carreira de anos, sólida e já sem ter de provar nada a ninguém a não ser a si mesmo, aceitou o desafio de apresentar, pela primeira vez, um reality-show. Podia ter sido o principio do fim. Não foi. A graça certa no momento certo, a abordagem certa em momentos mais sensíveis e a classe que lhe é característica imprimiram às galas do "Secret Story" uma nova vida.

 

   A Goucha o que é de Goucha. Se a "Casa dos Segredos" tem algum sucesso, esse sucesso deve-se maioritariamente a ele.

 

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Estreia de "Got Talent" rouba espectadores a Goucha e a Manzarra

Créditos.: Fremantle Portugal

 

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O "Got Talent Portugal" estreou este domingo, na RTP1, e conseguiu uma média de 900 mil espectadores. Já o "Secret Story 7" e o "Divertidamente" registaram os seus piores resultados desde a estreia.

 

 

   Embora não se tenha conseguido impor, o programa de talentos apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Fernandes retirou espectadores à concorrência na noite de domingo. Com 9,3% de rating e 18,8% de quota de mercado, o "Got Talent Portugal" foi o quinto programa mais visto do dia.

 

   Apesar de ter perdido cerca de 100 mil espectadores de uma semana para outra, a gala de expulsão do "Secret Story 7", da TVI, manteve-se na liderança ao registar uma audiência média de 11,6 % e 25,5% de quota de mercado. Manuel Luís Goucha teve o seu pior resultado à frente do reality-show, arrecadando cerca de 1 milhão e 124 mil espectadores.

 

   Na SIC também não houve razões para sorrir. Ainda que tenha conseguido a vice-liderança nas audiências do horário nobre, o "Divertidamente" perdeu cerca de 150 mil espectadores face à estreia. O programa de João Manzarra garantiu uma média de 982 mil espectadores, o correspondente a 10,1% de rating e 20,2% de share.

 

   O "Jornal das 8" voltou a ser o formato mais visto no domingo.

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Goucha lidera com Manzarra à perna

Créditos.: Imagens SIC

 

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   A SIC estreou, este domingo, o "Divertidamente" que ficou em terceiro lugar nas audiências do dia, logo atrás da terceira gala do "Secret Story 7".

 

 

   O canal de Carnaxide apresentou um novo formato ao público em que concorrentes hipnotizados têm de realizar várias provas para ganhar dinheiro. Entregou a espinhosa missão de conduzir o "Divertidamente" a João Manzarra que teve uma estreia bastante animadora. Em média, 1 milhão e 134 mil espectadores seguiram o novo programa o que corresponde a 11,7 % de rating e 22,6% de quota de mercado.

 

   Já o "Secret Story 7", da TVI, que já havia descido os resultados de forma abrupta da estreia para a segunda gala, manteve os números do passado domingo. O programa foi visto, em média, por cerca de 1 milhão e 215 mil espectadores durante toda a emissão. Em termos audiométricos, estes valores significam que Manuel Luís Goucha conseguiu 12,5% de audiência média e 26,5% de share.

 

   Na terceira posição do horário nobre de domingo esteve "Os Extraordinários". A final do formato da RTP1 não foi além dos cerca de 515 mil espectadores. O programa de Sílvia Alberto registou 5,3 % de rating e 10,3% de share.

 

   O "Jornal das 8" liderou as audiências do dia. Para ficar a conhecer a ordem e quais os cinco programas mais vistos todos os dias, basta procurar na barra lateral direita do blog ou, se estiver num smartphone, percorrer toda a página até ao final.

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Festival dos Segredos

 

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    A "Casa dos Segredos" estreou recentemente e, nem por sombras, conseguiu ser tão polémica como está a ser o "Festival da Canção 2018". O objectivo de um é o que o outro menos deseja.

 

   Entre acusações de plágio, falhas técnicas, falhas nas votações, intrigas e mexericos entre jurados ou participantes, há de tudo no certame da RTP.

 

   Isto leva-me, mais uma vez, ao assunto do momento. As redes sociais, com a ajuda dos vários órgãos de Comunicação Social que não têm nenhum interesse no "Festival" a não ser que este lhes consiga dar cliques e dinheiro, conseguiram fazer uma "vítima".

 

   Diogo Piçarra foi acusado de plágio pela sua "Canção do Fim". Defendeu-se, erradamente, afirmando que "a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas". Acrescentou também que desconhecia a música "Abre Os Meus Olhos", uma vez que nasceu "em 1990" e a canção data de 1979.

Diogo, eu nasci em 1989 e conheço a "Desfolhada", de 1969, de trás para a frente.

 

   A RTP nunca se pronunciou sobre o assunto, até ao momento em que o cantor fez saber que dava por terminada a sua participação. Até maio, iria ser achincalhado, gozado e, muito provavelmente, perder os "direitos de autor" da música. Sim, há uma grande diferença entre plágio e a perda de autoria.

 

   A estação do Estado fez muito mal. Ou defendia imediatamente o cantor ou o desqualificava. Esperar que Piçarra se chegasse à frente é incompreensível e desonesto.

 

   O artista fez o que devia e o que podia fazer. 

 

   Com tudo isto, as favas contadas deixaram de o ser. Cláudia PascoalJaneiro e Peu Madureira estão na corrida à vitória. Vitória essa que pertencia, com uma certeza absoluta, a Diogo Piçarra. Qualquer um deles será um digno vencedor, mas será sempre uma vitória às custas de uma desistência. Nenhum deles merecia tal rótulo e essa aura só passará, caso a vencedora consiga um boa posição no "Festival Eurovisão da Canção". Um lugar razoável seriam os primeiros 15 lugares e um bom resultado seria situar-se entre os 10 primeiros. 

 

   A crueldade das redes sociais e a sede de visualizações/cliques/leitores por parte da imprensa, canais de televisão e rádios tornaram o "Festival da Canção" num circo dos horrores, capaz de prejudicar a imagem de uma televisão, de um certame com anos de história e dos seus intervenientes. 

 

   O seu a seu dono. Deixem as polémicas para o "Secret Story". É para isso que ele serve.

 

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Goucha dá terceira melhor estreia de sempre ao "Secret Story"

Créditos: Flash Vidas - Inês Gomes Lourenço

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O reality-show da TVI estreou, este domingo, e foi seguido por uma média de mais de 1 milhão e 600 mil espectadores.

 

 

   A sétima edição da "Casa dos Segredos", que ficou também marcada pela estreia de Manuel Luís Goucha na apresentação do formato, foi o programa mais visto de 25 de fevereiro. Com uma audiência média de 17,4% e 37,6% de quota de mercado, o programa da TVI não deu hipóteses à concorrência, liderando isolado.

 

   A sétima edição ficou apenas abaixo da audiência da 3ª. e da 4ª. temporadas, apresentadas por Teresa Guilherme. Em 2012, o "Secret Story 3" conseguiu o resultado mais expressivo de todos com 20,5 % de rating e 50,7% de share, valores que correspondem a 1 milhão e 942 mil espectadores em média. Por sua vez, em 2013, o "Secret Story 4" registou 18% de rating e 39.9% de share que equivale a uma média de 1 milhão e 739 mil espectadores.

 

   A SIC foi o segundo canal mais visto no horário nobre com o "D´Improviso". O programa de César Mourão registou 6,6% de audiência e 13,0% de quota de mercado. Ao todo, foram cerca de  638 espectadores ligados à estação de Carnaxide.

 

   A RTP1 ficou em terceiro lugar na noite de domingo com a segunda semifinal do "Festival da Canção". A vitória de Diogo Piçarra, com "Canção do Fim", foi acompanhada por uma média de cerca de 593 mil espectadores. Estes números representam 6,1% de rating e 13,4% de quota de mercado.

 

   Manuel Luís Goucha entrou a ganhar naquela que foi a sua estreia nos reality-shows.

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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A sina de Baião

 

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   É esta semana que João Baião deixa o ecrã da SIC por tempo indeterminado. O canal decidiu terminar com o "Juntos à Tarde" que, nas audiências, oscila entre o segundo e o terceiro lugar no horário vespertino. 

 

   O apresentador mudou-se para a estação de Carnaxide em 2014 depois de vários anos na RTP. Estreou-se com o "Sabadabadão", ao lado de Júlia Pinheiro, sem sucesso. Foi depois colocado nas tardes de semana onde permanceu até agora. Primeiro com o "Grande Tarde" e depois com o "Juntos à Tarde". Fez ainda um papel cómico na novela "Mar Salgado" e apresentou o "Portugal em Festa", aos domingos. Em pouco menos de quatro anos, a SIC percebeu que Baião não é o salvador que, erradamente, achara que era. 

 

   João é único na televisão portuguesa e um dos melhores da sua geração. Bom comunicador, bom ator, um entertainer nato, uma energia inesgotável, um ótimo sentido de humor e uma genuinidade tocante. Está lá tudo e a partir de sexta-feira (23-02-2018) já não vai estar nada.

 

   A falta de sucesso dos programas em que esteve presente não se deve a si. Deve-se às escolhas que a SIC fez. Ninguém é capaz de elevar audiências repetindo a mesma fórmula da concorrência com igual ou menor qualidade. O "Somos Portugal" lidera a maioria das tardes de domingo, na TVI. O "Portugal em Festa" chegou depois e era exatamente igual. O "Grande Tarde" nunca foi diferenciador e o "Juntos à Tarde" utilizou a maioria das rubricas de sucesso do líder "A Tarde É Sua". O "Sabadabadão", por sua vez, prometia o regresso do grande entretenimento às noites de sábado do canal, o problema é que não passava de uma manta de retalhos de outros formatos.

 

   Falta analisar o final do ano de 2017 em que a estação de Pinto Balsemão emitiu "A Volta Ao Mundo Em 80 Minutos". O espetáculo de Filipe La Féria tinha o ator e apresentador como protagonista. A transmissão, verdadeiramente diferenciadora, deu à SIC a melhor passagem de ano desde 2014. Dá que pensar!

 

   Uma estação de televisão que luta para ser líder de audiências, mas que está longe disso, e que coloca João Baião na prateleira só pode estar a ser muito mal gerida e pensada.

 

   Dêem-lhe um bom programa de entretenimento ou uma sitcom ao estilo da "Revista à Portuguesa" e vejam o resultados a aparecer. 

 

     Que a triste sina de João Baião, na televisão, mude rapidamente.

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"SuperNanny" sobe ao primeiro lugar das audiências

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A SIC emitiu, este domingo, o segundo programa do reality-show debaixo de uma enorme polémica. O formato acabou por liderar as audiências.

 

   

   A polémica em torno de "SuperNanny" deu bons frutos para o canal de Carnaxide. O problemático Francisco, de 5 anos, deu ao programa da SIC o primeiro lugar das audiências com uma média de 1 milhão e 251 mil espectadores. Estes valores correspondem a 12,9 % de audiência média e a 26 % de quota de mercado. Com este resultado, Teresa Paula Marques conseguiu subir os números da estreia.

 

   O habitual líder de horário nobre de domingo, o "Masterchef Júnior" da TVI, caiu para a segunda posição, ao registar uma média de 1 milhão e 206 mil espectadores. Este número resulta em 12,5 % de audiência média e 25,3% de share.

 

   Na RTP1, a emissão de "Planeta Azul" não foi além dos 4,5 % de rating e dos 9,0% de quota de mercado. Este valor corresponde a cerca de 435 espectadores em média.

 

   Recorde-se que "SuperNanny" tem sido alvo de duras críticas e até de pedidos de retirada das imagens do primeiro episódio. Instituições como a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens (CNPDCJ), a Unicef, o Instituto de Apoio à Criança e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) já demonstraram o seu desagrado com o formato.

 

LEIA AINDA A OPINIÃO SOBRE A POLÉMICA EM TORNO DO "SUPERNANNY":

Portugal dos Pequenitos

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Portugal dos Pequenitos

   

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   A SIC tinha na gaveta o formato "SuperNanny" desde 2006. No domingo passado viu, finalmente, a luz do dia.

 

  As audiências do programa foram satisfatórias. Estreou em segundo lugar no horário nobre de domingo, muito próximo do líder "Masterchef Júnior".

 

   A fórmula é simples: uma experiente psicóloga ajuda famílias que têm de lidar com crianças com comportamento problemático.

 

   Assisti ao primeiro programa e não vi nada que me tivesse agradado, mas também nada que me tivesse chocado. Só que em Portugal, sobretudo desde que as redes sociais se massificaram, tudo tem de ser politicamente correto, tudo ofende e tudo é um crime. 

 

   Utilizadores de Facebook, Associações e Instituições fizeram saber o seu descontentamento relativamente a um programa que é um sucesso em inúmeros países, já há muitos anos. 

 

   Questiono se no programa do lado, o "Masterchef Júnior", ou qualquer outro em que crianças estão em competição não existe a utilização das crianças e dos seus sentimentos. Já não é a primeira vez que vejo uma criança a chorar no formato da TVI e em tantos outros. 

 

   Duvido que o "SuperNanny", em pouco mais de uma semana, consiga ajudar uma criança como deveria. Se o fizer, tanto melhor. 

 

   Mostrámos, mais uma vez, que somos o Portugal dos Pequenitos.

 

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